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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

MPT-RN apura denúncias de assédio eleitoral após as eleições

Ministério Público do Trabalho registra 60 denúncias de ameaças a funcionários por preferências políticas no Rio Grande do Norte.

Fachada do prédio do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte.
Sede do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte. · Foto: Ministério Público do Trabalho apura demissões motivadas por escolhas eleitorais e registra 60 denúncias de assédio no RN | Divulgação

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) intensificou a apuração de demissões e ameaças de dispensa motivadas pela escolha de candidatos nas eleições, visando coibir retaliações de empregadores contra trabalhadores. A medida, reforçada em 29/10/2026, é fundamental para garantir a liberdade de voto e a dignidade profissional frente ao abuso de poder econômico, após o órgão registrar um acumulado de 60 denúncias de assédio eleitoral.

O procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, enfatizou que a dependência financeira não pode ser utilizada como instrumento de coerção ideológica. Segundo o órgão, punir ou ameaçar um funcionário por divergências políticas constitui uma grave violação aos direitos fundamentais, prática que segue sendo rigorosamente monitorada.

A atuação judicial já apresenta resultados práticos. Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho proibiu o prefeito de Caicó, Judas Tadeu, de praticar assédio eleitoral, determinando a retirada de publicações vinculadas aos atos denunciados. Similarmente, liminares foram concedidas contra empresas e proprietários para cessar o incentivo a práticas abusivas no ambiente de trabalho.

Entre os episódios destacados, o MPT-RN garantiu, em 25/10/2026, que trabalhadores do Terminal Salineiro de Areia Branca tivessem transporte para exercer o voto. A Justiça acolheu o pedido e fixou multa de R$ 5 mil por trabalhador caso o deslocamento fosse impedido. A procuradora do Trabalho Christiane Alli Fernandes ressaltou que as jornadas laborais devem assegurar tempo hábil para o exercício da cidadania, sem descontos salariais ou exigência de compensação de horas.

O órgão mantém diligências em parceria com auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e apoio da Polícia Civil em casos específicos para verificar denúncias, como a ocorrida em um estabelecimento de relacionamento com o cliente, onde a fiscalização descartou irregularidades após constatar que a jornada permitiu o voto dos funcionários.

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