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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Operação Rota Paralela combate comércio ilegal de eletrônicos no RN

A Polícia Federal mira suspeito por venda irregular de eletrônicos em Parnamirim; medida busca esclarecer origem de dispositivos importados.

Equipes da Polícia Federal em ação durante investigação no RN.
Agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca em operação contra o comércio de eletrônicos ilegais no Rio Grande do Norte. · Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma ofensiva contra o descaminho e a comercialização irregular de mercadorias estrangeiras, cumprindo um mandado de busca e apreensão nesta terça-feira, 27/10/2026, em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. A ação, denominada Operação Rota Paralela, foi autorizada pela Justiça Federal para desarticular um esquema de venda de dispositivos eletrônicos sem a devida regularização fiscal no Rio Grande do Norte.

A investigação teve início após a identificação de negociações suspeitas envolvendo equipamentos como celulares, drones, relógios inteligentes e outros itens tecnológicos. Os agentes apuraram que os produtos eram anunciados por meio de aplicativos de mensagens, com indícios de que as mercadorias entravam no país de maneira clandestina. O rastreio de viagens frequentes do investigado a Foz do Iguaçu, no Paraná, tornou-se peça-chave para compreender a logística do grupo.

O impacto dessa prática vai além da sonegação de tributos, afetando o mercado formal e a confiança do consumidor. Ao adquirir produtos sem procedência, o cidadão perde garantias legais e abre precedentes para uma rede comercial que opera à margem da lei. A Polícia Federal busca agora consolidar provas sobre a origem dos bens e o envolvimento de terceiros no esquema.

A medida judicial, que ainda admite desdobramentos, visa colher elementos probatórios para a sequência do inquérito. Até o momento, as autoridades não divulgaram o volume total de itens apreendidos nem o nome do suspeito, uma vez que a investigação segue em curso para definir responsabilidades individuais.

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