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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Porto de Natal movimenta R$ 20 milhões com exportação de gado para Arábia Saudita

Operação realizada com 2,7 mil animais movimenta economia potiguar e gera debate sobre protocolos de bem-estar animal em viagens marítimas.

Navio cargueiro atracado no Porto de Natal durante operação de embarque de bois.
Carga de gado vivo é embarcada no Porto de Natal com destino ao mercado internacional. Foto: Kleber Teixeira/Inter TV

O Porto de Natal realizou o embarque de 2,7 mil bois vivos rumo à Arábia Saudita, em uma operação comercial avaliada em R$ 20 milhões, consolidada na quarta-feira, 28 de outubro de 2026. A iniciativa, coordenada pelo Governo do Rio Grande do Norte em conjunto com a administração portuária e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca (Mapa), busca expandir a presença dos produtores locais no mercado internacional e fomentar a economia regional.

Para o secretário estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Guilherme Saldanha, a movimentação representa um avanço estratégico para a cadeia produtiva potiguar. A expectativa oficial é que o projeto gere impactos positivos imediatos em setores como o transporte rodoviário e a logística portuária, beneficiando tanto pequenos pecuaristas quanto produtores de bezerros.

A logística de exportação de animais vivos exige rigorosos protocolos sanitários. Segundo as autoridades, o transporte marítimo inclui a preparação de espaços adequados com materiais como palha de arroz e bagaço de cana-de-açúcar para assegurar o conforto dos bois. Técnicos do Ministério da Agricultura realizaram vistorias no Porto de Natal na véspera do embarque, garantindo que as fazendas de origem e as instalações portuárias estivessem em conformidade com as normas sanitárias vigentes. Até o momento, não foram anunciadas novas datas para operações similares.

Apesar do impacto econômico, a atividade enfrenta resistência de entidades de proteção animal. A ONG Mercy For Animals manifestou oposição ao início desse tipo de exportação no Rio Grande do Norte ainda em julho de 2026, citando riscos de estresse, exposição ao calor e superlotação durante as viagens de longa distância. Em resposta, o Governo do Estado e a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) reiteraram que todos os procedimentos respeitam estritamente as diretrizes de bem-estar animal estabelecidas pelos órgãos federais.

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