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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

SEAP institui comissão permanente para assegurar direitos da população LGBTQIA+ no sistema prisional do RN

A medida visa garantir dignidade e combate à discriminação dentro das unidades prisionais do Estado, conforme portaria publicada em 04 de novembro de 2026.

Fachada institucional do sistema prisional do Rio Grande do Norte.
Unidades prisionais do Rio Grande do Norte passam a contar com comissão de proteção a direitos de minorias. · Foto: BNews RN - Divulgação

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte instituiu uma comissão permanente para salvaguardar os direitos da população LGBTQIA+ privada de liberdade, conforme portaria publicada no Diário Oficial do Estado em 04 de novembro de 2026. A iniciativa, oficializada por meio da portaria-SEI Nº 2177, de 03 de novembro de 2026, reafirma o compromisso do Estado com a dignidade humana e o combate à discriminação dentro das unidades carcerárias.

A Comissão Permanente de Proteção dos Direitos da População LGBTQIA+ Privada de Liberdade atua como um colegiado técnico e consultivo. Seu objetivo central é promover ações que garantam o respeito à identidade de gênero e à orientação sexual dos custodiados, prevenindo episódios de violência, constrangimento ou tratamentos degradantes, em conformidade com os princípios estabelecidos pela Constituição Federal.

Conforme detalhado pela SEAP, o grupo possui natureza propositiva e de assessoramento, sem poder decisório direto ou autonomia jurídica. As conclusões e recomendações elaboradas pelo colegiado serão encaminhadas aos órgãos e autoridades competentes, que manterão a responsabilidade pelas decisões finais sobre os casos reportados.

A estrutura será composta por quatro Policial Penal, com indicações divididas entre o Departamento de Promoção à Cidadania, a Diretoria-Geral da Polícia Penal, a gestão de estabelecimentos prisionais e a assistência penitenciária. O trabalho observará rigorosos critérios de confidencialidade e proteção à integridade física, psíquica e moral dos custodiados, garantindo a individualização das medidas de proteção conforme a necessidade de cada indivíduo.

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