Violência doméstica resulta em feminicídio e marca alta de 6% no RN
Maria José Fernandes de Souza foi morta pelo companheiro em um contexto de agressões recorrentes. Estado registra escalada em diversos crimes de gênero.
A morte de Maria José Fernandes de Souza, ocorrida no bairro Lagoa do Poço, expõe a brutalidade da violência doméstica no Rio Grande do Norte. O crime, cometido com golpes de machado, foi consumado após a vítima retornar para sua residência, ignorando apelos familiares por segurança, nesta terça-feira, 27/10/2026.
Relatos de familiares indicam que o relacionamento de seis meses era marcado por episódios de posse e ciúmes intensificados pelo uso de álcool. Na segunda-feira, 26/10/2026, um tio da vítima chegou a intervir para impedir uma agressão física, mas o ciclo de violência culminou no feminicídio horas depois. O suspeito permanece foragido, e as investigações sobre o caso seguem em aberto.
O cenário estadual é alarmante. Nas últimas 24 horas, o Rio Grande do Norte registrou ao menos três tentativas de feminicídio. Em UMARIZAL, uma jovem de 18 anos foi esfaqueada; em MOSSORÓ, uma mulher foi baleada ao chegar ao trabalho; e em MONTANHAS, um homem foi preso após agredir sua companheira com facadas no pescoço.
Dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) confirmam um aumento de 6% nas ocorrências de violência contra a mulher entre janeiro e setembro de 2026, comparado ao mesmo período de 2025. Embora o número de feminicídios consumados se mantenha em 17 casos, as tentativas cresceram 11,8%, sinalizando a urgência de políticas de proteção mais eficazes e o fortalecimento da rede de apoio às vítimas.

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