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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Ciência & Saúde

Brasil pode registrar 860 mil casos de dengue em 2027, indica estudo

Projeções apresentadas por especialistas auxiliam o planejamento de ações preventivas contra arboviroses no próximo ano.

Imagem ilustrativa de mosquito Aedes aegypti
Rio Grande do Norte registra redução de 9,6% nos casos de dengue em 2025 - Foto: Pixabay

O Brasil pode enfrentar cerca de 860 mil casos prováveis de dengue em 2027, conforme apontado por projeções apresentadas nesta sexta-feira, 06/11/2026, durante um webinário especializado sobre a próxima temporada da doença. O levantamento, consolidado por mais de 130 pesquisadores de oito países, serve como base técnica para o planejamento estratégico do Ministério da Saúde no enfrentamento às arboviroses.

A iniciativa, intitulada "Preparação para a temporada de dengue 2027", foi organizada pela Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, Fundação Getulio Vargas, FGV, e pelas plataformas InfoDengue e Mosqlimate. O estudo integra a terceira edição do Desafio de Previsão de Dengue InfoDengue–Mosqlimate, que utilizou 22 modelos matemáticos distintos para traçar os cenários epidemiológicos do próximo ano.

Embora a média estimada seja de 860 mil ocorrências, o intervalo de incerteza varia entre 560 mil e 1,6 milhão de casos, com pico de transmissão projetado para abril de 2027. Estados como Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Acre e Minas Gerais apresentam tendência de crescimento em relação ao ciclo anterior, enquanto as demais unidades da Federação projetam estabilidade ou retração.

Além da dengue, o estudo projeta mais de 90 mil casos prováveis de chikungunya no Brasil. O Nordeste, incluindo o Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Paraíba, Sergipe e Piauí, aparece como uma região de alerta para o aumento dessas infecções. O monitoramento considera variáveis climáticas, como a influência do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e favorecer a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

A proteção da saúde pública depende, contudo, da ação contínua da sociedade. O Ministério da Saúde reforça que o controle de criadouros — como a limpeza de caixas-d’água e a eliminação de recipientes com água parada — continua sendo a medida mais eficaz para mitigar riscos. A recomendação aos cidadãos é buscar assistência médica imediata ao apresentar sintomas como febre, dores intensas nas articulações ou manchas pelo corpo.

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