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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Ciência & Saúde

Jovens de 15 a 19 anos têm até 31 de dezembro de 2026 para vacinar contra o HPV pelo SUS

A estratégia de saúde pública visa resgatar adolescentes que perderam a dose na idade recomendada. Imunização previne diversos tipos de tumores ligados ao vírus.

Adolescente recebendo vacina contra HPV em unidade de saúde
Jovem recebe vacinação contra o HPV no braço, aplicada por profissional de saúde de luvas azuis · Foto: Imagem ilustrativa: jovem recebe vacina no braço; dose contra o HPV segue liberada no SUS até 31 de dezembro — Divulgação

Adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos que ainda não receberam a proteção contra o papilomavírus humano (HPV) contam com uma nova oportunidade para atualizar o esquema vacinal, conforme definido pelo Ministério da Saúde, que estendeu a oferta gratuita da dose pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 31 de dezembro de 2026. A medida, vigente nesta sexta-feira, 06/11/2026, busca ampliar a cobertura vacinal e proteger esse público contra graves doenças oncológicas relacionadas ao vírus, assegurando que aqueles que não foram imunizados no período regular tenham acesso ao direito fundamental à saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) do RN já distribuiu os imunizantes para todas as cidades potiguares. Em Natal, a vacinação ocorre nos postos de saúde durante os dias úteis, seguindo o horário estabelecido por cada unidade. Além disso, a capital disponibiliza polos extras no Midway Mall e no Partage Norte Shopping, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 13 às 20 horas, e aos sábados, das 10 às 15 horas. O histórico vacinal pode ser verificado pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Embora a recomendação de rotina pelo Calendário Nacional de Vacinação foque em crianças de 9 a 14 anos, a abertura para os jovens até 19 anos atua como uma barreira preventiva essencial. Fora desta faixa etária, o imunizante segue disponível para grupos de risco, como transplantados, pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP e indivíduos com papilomatose respiratória recorrente. Desde setembro de 2026, crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexual também integram o grupo prioritário.

Os riscos associados ao HPV são severos, sendo um dos principais responsáveis pelo câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de colo do útero registra anualmente 604 mil novos casos no mundo. A médica Thaís Dias enfatiza que a imunização é segura e eficaz, rebatendo mitos comuns: 'A vacina não estimula nem antecipa o início da vida sexual. O objetivo é proteger antes da exposição, garantindo saúde futura'. Como reforçado pelo Correio de Hoje, a vacina é o pilar da prevenção, mas deve ser aliada ao uso de preservativos e ao acompanhamento médico constante pelo SUS.

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