CBO lança alerta sobre riscos da Retinopatia Diabética para a visão
Campanha 24 Dias pelo Diabetes busca reduzir danos oculares causados pela condição crônica; diagnóstico precoce diminui risco de cegueira para menos de 5%.
O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) iniciou neste domingo, 01/11/2026, a campanha 24 Dias pelo Diabetes para orientar a população sobre o combate à Retinopatia Diabética. A iniciativa, que ganha fôlego em todo o Brasil, visa frear a progressão de uma das maiores causas de perda visual evitável em adultos, reafirmando a necessidade de acompanhamento médico contínuo para quem vive com a doença.
Impacto na qualidade de vida
A realidade clínica é preocupante: estatísticas da entidade indicam que uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil desenvolverá, em algum estágio, o quadro de Retinopatia Diabética. A patologia é desencadeada pelo excesso persistente de açúcar no sangue, que compromete a integridade dos vasos sanguíneos da retina, prejudicando severamente a capacidade do olho de captar luz e enviar imagens ao cérebro.
Os riscos são proporcionais ao tempo de diagnóstico da condição. Após 20 anos de convívio com a doença, a estimativa é que 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos com tipo 2 apresentem algum grau de acometimento ocular. Contudo, o cenário é reversível: o diagnóstico ágil e o tratamento adequado, segundo o CBO, reduzem as chances de cegueira para menos de 5%.
Monitoramento e Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT)
Para o controle efetivo, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Retinopatia Diabética, instituído pelo Ministério da Saúde, destaca a fundoscopia como o exame padrão-ouro. Esse procedimento permite ao médico oftalmologista analisar a fundo as estruturas oculares, detectando alterações em estágios iniciais, muitas vezes antes mesmo de qualquer prejuízo perceptível na visão do paciente.
Prevenção além do consultório
A preservação da visão depende diretamente de hábitos diários que mantém a glicemia e a pressão arterial controladas. O CBO recomenda uma rotina que prioriza o consumo de fibras, como aveia e leguminosas, enquanto restringe sal, açúcar e ultraprocessados. Abandono do tabagismo, moderação no álcool e a manutenção de um padrão de sono reparador são pilares fundamentais indicados pela entidade para retardar a evolução da doença.

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