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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Ciência & Saúde

Concentração de nascimentos no RN evidencia busca por infraestrutura de saúde

Dados do Sinasc indicam que a maioria dos partos no Rio Grande do Norte ocorre em grandes polos urbanos, revelando o deslocamento de gestantes do interior.

Fachada de unidade hospitalar simbolizando o atendimento obstétrico no Estado.
Centros urbanos como Natal concentram o maior número de registros de nascidos vivos no Rio Grande do Norte. · Foto: Reprodução/Magnific

A centralização dos nascimentos nos maiores centros urbanos do Rio Grande do Norte reflete um movimento de busca por assistência especializada, conforme indicam os registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. Essa dinâmica, observada até 03/10/2026, demonstra que a localização dos partos é fortemente influenciada pela oferta de maternidades e serviços de saúde de alta complexidade nas cidades mais populosas do Estado.

O cenário demográfico potiguar revela uma tendência de declínio no número total de registros. Em 2024, o Estado contabilizou 36.645 nascidos vivos, de acordo com as Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume é inferior aos 39.383 registros de 2023 e aos 39.974 de 2022, sinalizando uma possível alteração na curva de natalidade regional.

Natal mantém a hegemonia como polo de referência. Somente em 2024, a capital registrou 8.304 nascimentos de mães residentes no município. A Tribuna do Norte aponta que, em um recorte de cinco anos, a capital concentrou 89.231 nascidos vivos, enquanto cidades vizinhas na Grande Natal, como Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, também apresentam números elevados devido à densidade populacional e estrutura instalada.

No Oeste potiguar, Mossoró consolida-se como o eixo central de atendimento obstétrico, absorvendo demandas de municípios menores que carecem de serviços de partos. O Plano Municipal de Saúde da cidade reforça o papel estratégico desses polos na rede assistencial.

O deslocamento de gestantes é ilustrado pelo caso de municípios como Caiçara do Norte. Em 2024, a cidade somou 57 nascidos vivos, porém a maioria dos partos ocorreu em outros municípios, como Natal e Ceará-Mirim. Esse fenômeno sublinha a dependência de unidades de saúde em centros urbanos, o que impacta o cotidiano das famílias que precisam percorrer longas distâncias para garantir o acesso ao atendimento obstétrico.

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