Idema oficializa lista de 31 mamíferos ameaçados ou extintos no RN
Portaria estabelece novas diretrizes de conservação para espécies como a onça-pintada, visando maior rigor no licenciamento ambiental do estado.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) oficializou a listagem de 31 espécies de mamíferos que se encontram ameaçadas de extinção ou já extintas regionalmente, conforme documento publicado nesta quinta-feira, 29/10/2026. A decisão, que visa nortear o licenciamento ambiental e fortalecer a conservação da biodiversidade potiguar, impõe critérios rígidos para empreendimentos que impactam o habitat natural dessas populações.
Entre os animais que não possuem mais registros de ocorrência no estado estão a onça-pintada, a anta e o queixada. A lista ainda aponta o tatu-bola-da-caatinga como provavelmente extinto, enquanto a onça-parda e o morcego Xeronycteris figuram na categoria de criticamente em perigo. Para a sociedade, essa classificação representa um alerta sobre o desequilíbrio ecológico e a necessidade urgente de preservar corredores de vida silvestre.
A Portaria nº 765/2026, veiculada no Diário Oficial do Estado em 29/10/2026, veda expressamente a captura, o transporte e a comercialização dessas espécies. O Idema, contudo, reserva a prerrogativa de autorizar atividades de pesquisa científica ou conservação, além de contemplar exceções para espécimes provenientes de cativeiros legalmente registrados.
A proteção dessas espécies redefine as exigências para o desenvolvimento econômico. Empreendimentos situados em zonas de influência desses animais poderão ter suas licenças condicionadas a estudos específicos de impacto. Caso a inviabilidade ambiental seja constatada, o Instituto pode negar o licenciamento ou exigir a realocação do projeto, garantindo que o progresso não comprometa o patrimônio natural remanescente.
As categorias adotadas pelo Idema — que incluem RE, CR PEX, CR, EN e VU — são fundamentadas na análise de fragmentação de habitats e pressões antrópicas. A relação técnica terá vigência pelos próximos quatro anos, período após o qual será revisada para garantir que as políticas de proteção acompanhem a evolução real das populações afetadas.

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