Petrobras confirma terceira descoberta de petróleo na Foz do Amazonas
A estatal prossegue com a busca por novas reservas na Margem Equatorial antes de mover suas operações para a Bacia Potiguar.
A Petrobras identificou indícios de petróleo em uma terceira camada do poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, reforçando as expectativas da estatal sobre o potencial de exploração da Margem Equatorial. A decisão de avançar nas pesquisas integra o plano estratégico da companhia para recompor suas reservas energéticas e garantir a segurança do suprimento nacional, conforme comunicado oficial divulgado em 30/10/2026.
O poço está situado no bloco FZA-M-59, uma região de águas ultraprofundas com 2.886 metros de profundidade. Após a conclusão das atividades no local, que incluem a coleta de dados sobre as formações rochosas e o posterior procedimento técnico de fechamento do poço, a sonda será transferida para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde iniciará a perfuração na área denominada Mãe de Ouro.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou que os resultados obtidos nas três fases de descoberta no poço Morpho elevam a confiança da empresa na viabilidade geológica da região próxima à linha do Equador. O cronograma operacional segue rigorosamente os planos da estatal, que buscou acelerar as atividades após a apresentação dos resultados trimestrais em 29/10/2026.
A trajetória da exploração no bloco FZA-M-59 também enfrentou desafios regulatórios significativos. Em fevereiro de 2026, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras devido a um vazamento de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração no mar.
O incidente ocorreu em 04/01/2026, a bordo do Navio Sonda NS-42. Na época, a companhia reportou que a falha em tubulações auxiliares foi corrigida imediatamente após a detecção da perda de material, que possuía componentes de risco médio ao ecossistema marinho. A operação atual é monitorada sob as diretrizes de licenciamento ambiental vigentes para a exploração na Margem Equatorial.

Comentários (0)
Deixe seu comentário