Algodão e café ganham protagonismo na programação da Festa do Boi 2026
Programação especial no Rio Grande do Norte busca fortalecer cadeias produtivas e atrair investimentos para o campo.
O fortalecimento das cadeias produtivas de algodão e café no Rio Grande do Norte ganhou um espaço de destaque na edição deste ano da Festa do Boi 2026. A decisão estratégica, voltada para a promoção do desenvolvimento rural e da agregação de valor local, contempla uma série de atividades técnicas e de mercado programadas para os dias 13 e 16 de outubro de 2026, com o objetivo de conectar produtores, pesquisadores e agentes financeiros em prol da autonomia do setor.
As ações ocorrem na Agência do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), montada em uma área de 5 mil metros quadrados dentro do Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. O espaço funcionará de 9 a 17 de outubro de 2026, entre 14h e 22h, com entrada gratuita mediante cadastro prévio.
No dia 13 de outubro de 2026, o algodão será o protagonista. A agenda inclui a apresentação dos números da safra 2026/2027 do Projeto AgroSertão, conduzida por Marenilson Silva, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O encontro busca transformar a percepção sobre a fibra, indo além da produção primária com o desfile “Do campo à passarela: moda, agroecologia e identidade do sertão”, uma parceria entre o Projeto Agro Sertão, do Sebrae, e o Instituto Riachuelo.
Já o dia 16 de outubro de 2026 será dedicado à cafeicultura. A programação técnica trará especialistas como Raquel Miranda, Rebecca Nogueira e Janderson Dalazen para discutir desde a implantação de lavouras até estratégias de storytelling e análise sensorial. Durante o evento, a expectativa é a assinatura de um acordo de cooperação entre o Sebrae e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) para a criação do Núcleo de Estudos da Cafeicultura.
Além das discussões teóricas, a feira aposta em soluções concretas. O Banco do Nordeste (BNB) apresentará operações de crédito voltadas ao fomento da cafeicultura, enquanto a Associação dos Cafeicultores da Serra de Santana deve ser formalizada. O encerramento ficará por conta do resultado do Concurso de Qualidade dos Cafés do Nordeste, reafirmando o potencial da região no cenário de cafés especiais.
Para o produtor rural, essa aproximação com instituições de pesquisa e crédito representa uma oportunidade de profissionalização e acesso a novos mercados, elevando a dignidade do trabalho realizado no semiárido e reforçando a identidade cultural do Estado.

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