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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Fenacon alerta para despreparo de pequenas empresas frente à reforma tributária

Reynaldo Lima Jr. aponta falta de conscientização sobre mudanças e impactos da revisão da jornada de trabalho nas micro e pequenas companhias.

Presidente da Fenacon, Reynaldo Lima Jr., fala sobre os desafios das pequenas empresas diante da reforma tributária.
Vemos empresas grandes se estruturando e se organizando, mas entre médias, micro e pequenas empresas existe um distanciamento e uma série de dúvidas, declarou o presidente da Fenacon, Reynaldo Lima Jr. · Foto: Divulgação/Fenacon

A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) manifestou preocupação com o nível de prontidão dos pequenos negócios diante das novas exigências fiscais. Em 02/11/2026, o presidente da entidade, Reynaldo Lima Jr., destacou que, enquanto grandes corporações avançam na reestruturação, o segmento de micro e pequenas empresas enfrenta um hiato informativo crítico.

A necessidade de uma campanha de conscientização pelo governo federal foi reforçada por Reynaldo Lima Jr., que classificou a reforma tributária como uma medida de alta complexidade. A recomendação da Fenacon é que o setor priorize a adaptação à entrada em vigor da CBS em janeiro de 2027, postergando preocupações com etapas de implementação previstas apenas para 2029 para evitar uma sobrecarga operacional imediata.

Além da agenda tributária, o impacto financeiro da possível extinção da escala de trabalho 6x1 foi pauta de alerta por parte da Federação. Reynaldo Lima Jr. ponderou que a transição para um modelo 5x2 exige uma robustez financeira que muitas pequenas empresas não detêm no momento. O posicionamento da Fenacon defende que tal ajuste laboral ocorra de maneira gradual, considerando as especificidades de cada setor de atividade em vez de uma aplicação linear e universal.

Outro ponto nevrálgico para a competitividade dos negócios brasileiros abordado pela entidade é o limite de faturamento do Simples Nacional, atualmente fixado em R$ 4,8 milhões anuais. Segundo o presidente da Fenacon, a ausência de uma atualização desses tetos atua como um desestímulo ao crescimento econômico, configurando-se como uma prioridade que deve pautar a agenda de 2027 para garantir a sustentabilidade e a expansão dos empreendimentos no país.

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