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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Governo Lula articula remanejamento de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027

Equipe econômica busca viabilizar promessas de campanha sem comprometer a meta fiscal. Medidas incluem reajustes no Bolsa Família e novos investimentos.

Fachada do prédio do Ministério da Fazenda com luz solar.
Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília. · Foto: KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografo

A equipe do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciou nesta segunda-feira, 02/11/2026, um esforço estratégico para compatibilizar promessas eleitorais com as limitações orçamentárias do próximo ano. A administração federal trabalha no remanejamento de ao menos R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027, visando garantir a viabilidade de programas prioritários sem descumprir as regras fiscais vigentes.

O desafio central decorre da necessidade de acomodar gastos expressivos, como o reajuste do Bolsa Família, estimado em R$ 22 bilhões, além da ampliação do Pé-de-Meia (R$ 2 bilhões), do Desenrola 3.0 (R$ 5 bilhões) e do Pix Mei (R$ 1 bilhão). A estruturação desse novo cenário orçamentário está sob o comando do ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Para financiar essas iniciativas, a estratégia técnica consiste em identificar sobras orçamentárias em outras pastas. Em 17 de setembro de 2026, o ministro Bruno Moretti detalhou que o reajuste do Bolsa Família seria viabilizado por meio da otimização de recursos destinados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aproveitando uma redução na projeção de despesas da Previdência.

O governo reafirmou o compromisso com a meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2027, o que equivale a R$ 73,2 bilhões, respeitando a margem de tolerância prevista. Dario Durigan enfatizou, na segunda-feira, 26/10/2026, que a gestão enviará um Projeto de Lei Complementar ao Congresso para assegurar a segurança jurídica necessária na busca pelo centro da meta.

A preocupação com a responsabilidade fiscal reflete o atual cenário da dívida pública consolidada do Brasil, que atingiu 82,9% do PIB em setembro de 2026, totalizando R$ 11,1 trilhões. Enquanto analistas e o mercado financeiro monitoram a capacidade do Executivo em conciliar o crescimento econômico com o rigor nas despesas, a administração de Luiz Inácio Lula da Silva aposta no pragmatismo e na previsibilidade para estabilizar a confiança de investidores e a trajetória dos indicadores econômicos.

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