Mercado imobiliário de Natal retoma expansão com alta de 78% nas vendas
Dados da Brain Inteligência Estratégica apontam VGV de R$ 931 milhões, enquanto setor aguarda estabilidade econômica após as eleições de 2026.
O mercado imobiliário de Natal encerra o terceiro trimestre de 2026 com indicadores de crescimento expressivos, impulsionado pela retomada de novos lançamentos e pela segurança jurídica proporcionada pela revisão do Plano Diretor. Nesta quarta-feira, 14/10/2026, o setor avalia que a evolução dos números reflete a superação de um longo período de estagnação, embora mantenha cautela sobre o cenário econômico que será consolidado após as eleições.
Levantamento da Brain Inteligência Estratégica, encomendado pelo Sinduscon-RN e pelo Sebrae-RN, revela que Natal comercializou 1.720 apartamentos verticais nos 12 meses encerrados em junho de 2026, um avanço de 78% em comparação ao mesmo período de 2025. O Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 931 milhões, ante R$ 671 milhões registrados anteriormente. No mesmo intervalo, foram lançadas 1.596 unidades, um incremento de 34%, com o preço médio do metro quadrado alcançando R$ 9.780, o que representa uma valorização de 17%.
Valdomiro Júnior, diretor da EMOBI, pontua que a recuperação atende a uma demanda represada de famílias que buscam a casa própria ou a melhoria de suas condições habitacionais. "Havia demanda represada e o mercado voltou a oferecer produtos, sendo o Plano Diretor um pilar central para essa confiança", analisa.
Apesar dos números positivos, o custo do financiamento segue como o principal desafio. A trajetória da taxa Selic é acompanhada de perto, já que a capacidade de endividamento das famílias é diretamente afetada pelos juros. Para o especialista, a estabilidade pós-eleitoral e a previsibilidade econômica são fundamentais para que o ciclo de crescimento se sustente a longo prazo, permitindo que investidores e construtoras planejem novos projetos com segurança.
Natal mantém, ainda, atratividade competitiva no cenário nordestino devido ao preço do metro quadrado e à vocação turística. Áreas como Ponta Negra, Capim Macio, Tirol e Petrópolis concentram o maior potencial de valorização, sustentadas por investimentos em infraestrutura e consolidação de serviços.

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