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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Petroleiras dos Estados Unidos registram lucros recordes com guerra

Enquanto ExxonMobil e Chevron dobram resultados financeiros, famílias americanas enfrentam inflação recorde nos postos de gasolina.

Placa de preços em posto de gasolina nos Estados Unidos.
Postos de gasolina registram os maiores preços da história nos Estados Unidos em 2026. · Foto: Ilustração gerada por IA

A ExxonMobil e a Chevron oficializaram, nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, a obtenção de lucros expressivos no terceiro trimestre, consolidando uma tendência de crescimento impulsionada pela escalada dos preços globais do petróleo. A decisão das companhias de reportar esses resultados reafirma sua posição de mercado em meio ao conflito prolongado entre Estados Unidos e Irã, cenário que, embora favoreça os balanços corporativos, pressiona o custo de vida dos cidadãos americanos.

O impacto financeiro nas famílias é severo. De acordo com a Moody's Analytics, cada domicílio gastou, em média, US$ 1.184 extras em combustíveis desde o início da guerra. A AAA informou que o preço médio da gasolina atingiu o patamar de US$ 4,12 por galão, um recorde histórico para o trimestre, sobrecarregando o orçamento de agricultores, trabalhadores e proprietários que dependem de óleo combustível para aquecimento.

O cenário gera uma disputa política acirrada. Enquanto a oposição parlamentar do Comitê Conjunto de Economia do Congresso americano aponta que investimentos do presidente Donald Trump em petroleiras cresceram significativamente após o início do conflito — atingindo até US$ 81,6 milhões —, a Casa Branca refuta qualquer conflito de interesses. O porta-voz Davis Ingle afirmou que as decisões de investimento são tomadas exclusivamente por gestores independentes.

Apesar da defesa do governo, que alega que a liderança energética do país fortalece a segurança nacional, a disparidade entre o sucesso das petroleiras e a dificuldade financeira da população permanece como tema central nas eleições de meio de mandato. Os resultados divulgados pelas empresas ainda não são definitivos para o exercício anual, com analistas projetando que os números poderão alcançar novos recordes até o encerramento de 2026.

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