Produção de petróleo no RN enfrenta declínio e setor busca novos investimentos
Queda na extração de óleo e gás impulsiona debates sobre licenciamento e eficiência operacional durante o SMS Oil & Gas 2026 em Natal.
Representantes do setor energético reuniram-se para debater estratégias de retomada e eficiência produtiva, após a confirmação da queda na extração de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte, em evento realizado na quinta-feira, 29 de outubro de 2026, e na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, na sede do Sebrae-RN, em Natal. O fórum SMS Oil & Gas 2026, organizado pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), concentrou discussões sobre segurança operacional, licenciamento ambiental e a sustentabilidade econômica dos campos maduros.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que, entre janeiro e agosto de 2026, o Rio Grande do Norte atingiu uma produção média diária de 26.572,47 barris. O número representa uma retração de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025. O cenário é replicado na análise trimestral: entre abril e junho, a produção de petróleo caiu 17,82%, enquanto o gás natural registrou redução de 13,04%.
Segundo Lucas Mota, secretário-executivo da ABPIP, a queda é um processo natural associado ao envelhecimento dos ativos. “Essas empresas adquiriram campos que produzem há décadas e estão na margem da economicidade. É um declínio esperado, que exige novas abordagens técnicas”, explicou. Para reverter o quadro, a estratégia das operadoras foca na perfuração de novos poços e na otimização de processos, demanda que está sendo alinhada com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) para agilizar os licenciamentos necessários.
A importância social e econômica do setor foi reforçada por Rafael Duarte, da ANP, ao destacar que, embora a produção terrestre corresponda a 3% do volume nacional, ela detém quase 35% das horas trabalhadas na indústria petrolífera. A Brava Energia, que opera a Refinaria Clara Camarão em Guamaré e responde por 65% da produção estadual, enfatizou a colaboração entre empresas para a elevação dos padrões de segurança.
O presidente da ABPIP, Márcio Felix, reafirmou que o compromisso com a segurança e o meio ambiente é o alicerce para manter a viabilidade das operações em benefício da sociedade potiguar. A conferência encerrou destacando que, apesar dos desafios técnicos, os campos maduros no Nordeste seguem como motores fundamentais para a geração de riqueza regional.

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