Ministro do Supremo Tribunal Federal autoriza transferência de ex-presidente da Alerj
Defesa de Rodrigo Bacellar obteve decisão favorável de Alexandre de Moraes para o retorno ao Rio. O político está detido por ligação com o Comando Vermelho.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, deixará a Penitenciária Federal de Mossoró para cumprir o restante de sua detenção em uma unidade prisional no Rio de Janeiro. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após solicitação apresentada pela defesa do político, conforme divulgado em 01/11/2026.
A medida, que atende a um pleito dos advogados do ex-deputado, visa assegurar a proximidade do custodiado com seus familiares e com a instrução processual em curso. A transferência, que deve ser efetivada nos próximos dias, marca um novo desdobramento nas investigações que envolvem agentes públicos em crimes contra a administração e a segurança pública.
O parlamentar foi detido no curso da terceira fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. As investigações apuram denúncias de cooptação e estreitos laços entre políticos e lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, esquema que teria envolvido também o ex-deputado TH Jóias.
Conforme apontam os autos da investigação, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto teria sido o responsável por antecipar informações sigilosas sobre a operação policial para Rodrigo Bacellar. O parlamentar, por sua vez, teria utilizado esses dados para alertar TH Joias sobre a iminência da ação.
O processo segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, que avalia as condutas dos envolvidos. Em paralelo a essa decisão, o ministro Alexandre de Moraes autorizou, em 30 de outubro de 2026, a conversão da prisão de Macário Ramos Júdice Neto em medidas cautelares diversas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de viagens ao exterior com a retenção de seu passaporte.

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