A trajetória de Allyson Leandro Bezerra Silva rumo ao Governo do Rio Grande do Norte
Candidato do União Brasil consolidou sua base eleitoral após mandatos em Mossoró e chega ao segundo turno com o desafio de ampliar votação no Estado.
Allyson Leandro Bezerra Silva consolidou sua ascensão política ao alcançar o segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, consolidando um projeto iniciado há menos de uma década. A decisão de buscar o comando do Executivo estadual reflete uma estratégia construída após sucessivos êxitos eleitorais, iniciados na Assembleia Legislativa e legitimados por duas gestões à frente da Prefeitura de Mossoró, conforme o cenário eleitoral consolidado neste domingo, 25/10/2026.
Nascido em 12 de maio de 1992, o candidato de 34 anos traz consigo uma narrativa de superação. Filho do agricultor José Américo e da dona de casa Maria das Neves, Allyson cresceu no sítio Chafariz, onde teve o primeiro contato com o trabalho no campo e a educação básica em uma escola de taipa. Essa origem rural tornou-se um pilar central de sua identidade pública.
Sua formação acadêmica ocorreu em instituições públicas, incluindo o Instituto Federal do Rio Grande do Norte e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), onde cursou Ciência e Tecnologia e Engenharia Civil, além de obter mestrado em Manejo de Solo e Água. O ingresso no serviço público aos 20 anos, como técnico-administrativo da Ufersa, marcou o início de sua militância sindical e o interesse pela gestão pública.
O salto para a política partidária ocorreu em 2018, quando foi eleito deputado estadual pelo Solidariedade. Na Assembleia Legislativa, integrou comissões fundamentais, como Saúde, Constituição e Justiça. Em 2020, venceu a Prefeitura de Mossoró, sendo reeleito em 2024 com 78,02% dos votos. Em março de 2026, renunciou ao cargo municipal para focar na disputa estadual, um movimento definitivo que reconfigurou o cenário político local.
Com um patrimônio declarado de R$ 748.869,84, Allyson apresenta um plano de governo que promete a otimização das contas públicas sem aumento de impostos. No primeiro turno, obteve 733.809 votos (36,94%), superando Cadu de Lula por uma margem estreita de 15.509 votos. Agora, o candidato busca atrair o eleitorado potiguar com uma comunicação focada na experiência administrativa e na neutralidade quanto à disputa presidencial nacional.

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