Disputa pela presidência do Senado ganha contornos com Rogério Marinho e Davi Alcolumbre
Rogério Marinho oficializa candidatura, critica gestão de Davi Alcolumbre e mantém trégua com Tereza Cristina em busca de unidade contra a atual presidência.
A candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, oficializada nesta semana, sinaliza um embate estratégico que definirá os rumos da Casa no início de 2027. A decisão, tomada pelo líder da oposição, visa consolidar um contraponto à gestão do atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a recondução ao cargo.
O movimento de Rogério Marinho, ocorrido em 07/11/2026, é motivado pela insatisfação de setores da oposição com a condução da pauta legislativa por Davi Alcolumbre. O parlamentar critica abertamente a resistência da presidência do Senado em pautar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a proximidade administrativa com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Embora a disputa seja intensa, Rogério Marinho evitou críticas à colega Tereza Cristina (PP-MS), também candidata ao posto. O senador defende a preservação da unidade entre os ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL), sugerindo uma convergência futura para que o campo da direita não se fragilize frente à candidatura de Davi Alcolumbre.
O cenário eleitoral
A eleição para a presidência do Senado está agendada para 2 de fevereiro de 2027, data em que se inicia a nova legislatura. O processo, que ocorre por meio de voto secreto e cédula física, exige a maioria simples de 41 votos entre os 81 senadores para a eleição em turno único. Os mandatos para o cargo possuem duração de dois anos, permitida uma recondução consecutiva.
Enquanto Rogério Marinho aposta no fortalecimento da bancada do PL e no apoio de dissidentes, Davi Alcolumbre articula alianças com MDB, PSD e base governista. A incerteza paira sobre a decisão final de Tereza Cristina, que mantém diálogo aberto tanto com a oposição quanto com o atual presidente, e aguarda orientações alinhadas ao movimento da direita sob o comando de Jair Bolsonaro, que busca definir um nome único para o embate.

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