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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Indicado ao MP de Contas no RN defende fiscalização preventiva e diálogo com gestores

Carlos Roberto Galvão Barros, indicado para o biênio 2027-2028, prioriza a orientação técnica e soluções consensuais em sabatina na Assembleia Legislativa.

Carlos Roberto Galvão Barros, indicado ao Ministério Público de Contas do RN, participa de sabatina na Assembleia Legislativa
Procurador Carlos Roberto Galvão Barros, indicado ao Ministério Público de Contas do RN, durante sabatina na CCJ da Assembleia Legislativa · Foto: Procurador Carlos Roberto Galvão Barros durante a sabatina na CCJ — ALRN / Divulgação

O procurador Carlos Roberto Galvão Barros foi submetido a sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 03/11/2026, onde detalhou seu plano de trabalho para a chefia do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte. Indicado pela governadora Fátima Bezerra (PT) para o biênio 2027-2028, o procurador defendeu a implementação de um modelo de fiscalização focado na prevenção de irregularidades em vez da punição imediata.

A indicação, formalizada pela Mensagem Governamental nº 20/2026, foi aprovada pela comissão em votação secreta por 4 votos a 1. O nome do procurador segue agora para apreciação do plenário da Assembleia Legislativa, com votação prevista para ocorrer até quinta-feira, 05/11/2026.

Integrando o Ministério Público de Contas desde abril de 2005 e ocupando atualmente as funções de procurador-geral adjunto e corregedor, Carlos Roberto argumentou que a realidade das administrações municipais exige sensibilidade. Segundo ele, o uso de mecanismos como o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) permite a correção de falhas técnicas sem comprometer a continuidade do serviço público.

“Acredito que é muito melhor prevenir irregularidades, atuar de forma equilibrada, no sentido de construir uma solução que seja eficaz, do que a própria sanção ou repressão”, afirmou o indicado durante a sessão.

O debate na CCJ reforçou a necessidade de distinguir erros formais e administrativos, comuns em cidades com menores estruturas técnicas, de atos dolosos. O presidente da comissão, Francisco do PT, e parlamentares como Ubaldo Fernandes (PV), Eudiane Macedo (PV) e Coronel Azevedo (PL) discutiram como a burocracia pode impactar gestores e a importância de uma postura orientadora para garantir a eficiência na gestão dos recursos estaduais.

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