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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Styvenson mantém neutralidade na disputa entre Allyson e Cadu no Rio Grande do Norte

Senador declara foco na fiscalização e cobrança de melhorias na saúde após definir apoio apenas na esfera federal

Styvenson Valentim em discurso no Senado Federal.
Styvenson Valentim discursa na tribuna do Senado, com a mão direita levantada. · Foto: Waldemir Barreto/Senado

O senador Styvenson Valentim (Podemos) oficializou sua neutralidade na disputa de segundo turno pelo Governo do Rio Grande do Norte, afirmando que não apoiará nenhum dos candidatos remanescentes. A decisão, revelada nesta quinta-feira, 08 de outubro de 2026, durante agenda política em Mossoró, distancia o parlamentar tanto de Allyson (União) quanto de Cadu de Lula (PT), mantendo seu suporte restrito à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência.

Ao ser questionado sobre a preferência na corrida ao Executivo estadual, Styvenson foi enfático ao declarar que as opções apresentadas são, em sua visão, equivalentes. O parlamentar, que havia apoiado Álvaro Dias (PL) no primeiro turno, optou por não transferir o voto para os nomes que seguem na votação, marcada para o dia 25 de outubro de 2026.

Apesar da neutralidade eleitoral, o senador reforçou que sua atuação parlamentar não será silenciosa. Ele destacou que a ausência de um candidato de preferência não o impedirá de fiscalizar a gestão pública e cobrar melhorias, especialmente na área da saúde. "Neutralidade é ficar quieto. Outra coisa é mostrar os problemas de Mossoró e do Rio Grande do Norte", afirmou, pontuando que a sobrecarga hospitalar e a carência de insumos básicos demandam resposta imediata.

Dentre as críticas apresentadas, Styvenson detalhou a gestão do Hospital Regional Tarcísio Maia. O senador questionou a eficácia na aplicação de R$ 12 milhões por ele destinados à unidade e relembrou um projeto de ampliação hospitalar que visava criar entre 300 e 400 leitos adicionais, visando aliviar a superlotação nos corredores e a falta de UTI. A ausência de fórmula especial para crianças alérgicas na rede Unicat e as investigações sobre venda de exames no Hospital Walfredo Gurgel, alvo da Operação Sine Mora, também foram elencadas como prioridades de cobrança por transparência.

O senador também direcionou demandas à Prefeitura de Mossoró, cobrando respostas sobre projetos habitacionais em Belo Monte. Ao ser questionado sobre suas próprias pretensões para 2030, Styvenson evitou projetar o futuro, focando sua narrativa na resolução de problemas imediatos. No cenário nacional, além do apoio a Flávio Bolsonaro, o parlamentar sinalizou convergência com a candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado, visando maior influência política para o Rio Grande do Norte, e reafirmou seu posicionamento crítico em relação às decisões do STF.

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