“Eu vivo essa realidade”: Jonata Nascimento apresenta propostas para famílias atípicas no RN
Pai de uma criança autista, candidato a deputado estadual defende centros especializados, moradias assistidas e uma rede permanente de cuidados para pessoas com deficiência no Rio Grande do Norte.
Pai de uma criança autista nível 3 de suporte, candidato a deputado estadual afirma que sua atuação na causa nasceu da própria experiência e defende uma rede de apoio mais estruturada no estado

“Eu falo sobre a causa porque vivo essa realidade. Não é um slogan de campanha.”
Pai de uma criança autista nível 3 de suporte, Jonata Nascimento afirma que sua atuação em defesa das pessoas com deficiência, autistas e suas famílias nasceu dentro de casa, a partir das dificuldades enfrentadas diariamente por quem busca atendimento digno na saúde, educação e assistência social.
Candidato a deputado estadual, Jonata diz que conhece de perto uma realidade que, segundo ele, ainda é enfrentada por muitas famílias no Rio Grande do Norte.
“Tem muita gente que fala sobre inclusão, participa de eventos e faz discursos. Mas, quando a família realmente precisa, poucos estão presentes. Falar é fácil. Viver essa realidade é completamente diferente”, afirma.
Antes mesmo de decidir disputar um mandato, Jonata participou de iniciativas voltadas à causa, incluindo capacitações para profissionais da educação, saúde e assistência, além de cursos de ABA para familiares e defesa de projetos destinados ao atendimento de pessoas neurodivergentes.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de centros especializados para crianças e adultos neurodivergentes em diferentes regiões do RN; moradias assistidas para pessoas que necessitam de apoio permanente; e a criação de escolas especiais ou clínicas-escola no estado.
Mas, para Jonata, existe uma preocupação ainda maior: o futuro.
“Nossos filhos crescem e os pais envelhecem. Precisamos construir hoje a rede de cuidados que eles precisarão amanhã”, destaca.
A discussão, segundo ele, precisa ir além dos discursos e buscar uma estrutura permanente de atendimento e apoio às pessoas com deficiência, autistas e seus familiares.
No fim das contas, a pergunta que fica é simples, mas mexe com milhares de famílias: quem vai cuidar dos nossos filhos quando nós, pais e mães, não estivermos mais aqui?

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