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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Pescadores bloqueiam BR-226 no RN após mortandade de peixes em rios

Manifestantes fecharam a rodovia para exigir respostas sobre a contaminação de águas no Rio Jundiaí e no Rio Potengi; órgãos estaduais analisam amostras.

Pneus queimados em rodovia durante protesto de pescadores no Rio Grande do Norte.
Manifestação de pescadores bloqueou trecho da BR-226 em protesto contra poluição. · Foto: A manifestação foi motivada pela morte de peixes nos rios Jundiaí e Potengi, prejudicando a subsistência da população local | reprodução internet

Moradores e pescadores realizaram um bloqueio na BR-226, sentido Natal Macaíba, na manhã de sexta-feira, 02/10/2026, para denunciar o impacto ambiental severo causado pela mortandade de peixes e crustáceos na região. A mobilização, que incluiu a queima de pneus, foi motivada pela necessidade de subsistência das famílias que dependem da pesca artesanal, duramente afetada pela contaminação observada nos mananciais.

Os sinais de alerta surgiram na quinta-feira, 01/10/2026, quando registros em vídeo começaram a circular mostrando grande quantidade de peixes, caranguejos, ostras e sururu sem vida no Rio Jundiaí e no Rio Potengi. Ismael Oliveira, morador do bairro Guarapes, na zona Oeste de Natal, relatou o desespero de comunidades locais que, ao se depararem com a maré morta, veem sua fonte de alimento e renda desaparecer.

O protesto ocorreu na altura do Km 7,8 da BR-226. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar acompanharam o ato, que foi encerrado por volta das 10h30 de sexta-feira, 02/10/2026, com a liberação da pista. A manifestação também serviu para pressionar por fiscalização imediata contra possíveis lançamentos irregulares de dejetos por parte de empresas na região.

Equipes do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) e do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN) realizaram a coleta de amostras da água na sexta-feira, 02/10/2026, para determinar as causas do desastre ecológico. Segundo o IGARN, os laudos técnicos deverão ser emitidos em até 15 dias. Até o momento, as causas exatas seguem sob investigação técnica oficial.

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