Reservatórios do RN registram 44,27% da capacidade hídrica total
Estado apresenta leve alta no volume de água comparado a 2025, mas níveis permanecem inferiores aos registrados em 2023 e 2024.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) atualizou o monitoramento dos reservatórios do Rio Grande do Norte, confirmando que o estado acumula 44,27% de sua capacidade total de armazenamento nesta segunda-feira, 02/11/2026. A decisão de divulgar o balanço serve como base para o planejamento do uso da água e gestão de secas, sendo crucial para o abastecimento das populações rurais e urbanas que dependem desses recursos para atividades de subsistência e consumo.
Este volume, que alcança 2,289 bilhões de metros cúbicos de água, indica uma recuperação positiva de dois pontos percentuais se comparado ao cenário observado em 02/11/2025, quando os indicadores marcavam 42,27%. Embora a tendência seja de crescimento, o cenário hídrico exige cautela, visto que os níveis atuais ainda estão aquém das marcas históricas de 02/11/2023 e 02/11/2024, períodos em que as reservas atingiram, respectivamente, 54,09% e 67,17%.
Situação dos principais reservatórios
Entre as estruturas estratégicas, a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, localizada em Assú, opera com 35,65% da capacidade, mantendo 845,96 milhões de metros cúbicos armazenados. Em contraponto, a barragem de Oiticica, situada em Jucurutu, apresenta uma condição de armazenamento mais robusta, com 67,23% do volume total. Resultados similares de resiliência hídrica são observados em Santa Cruz do Apodi, com 66,32%, e no reservatório Umarí, em Upanema, que detém 55,05% da capacidade.
Desafios na distribuição
Apesar dos números positivos em alguns polos, o levantamento expõe a fragilidade de áreas que dependem de reservatórios de menor porte. Quatro unidades encontram-se atualmente sem volume de água: Itans (Caicó), Passagem das Traíras (São José do Seridó), Dourado (Currais Novos) e Mundo Novo (Caicó). Adicionalmente, açudes como Esguicho (Ouro Branco), Sabugi (São João do Sabugi), Boqueirão de Parelhas, Tabatinga (Macaíba) e Pataxó (Ipanguaçu) operam com níveis críticos, abaixo de 20%, o que demanda atenção das autoridades estaduais para evitar o colapso no abastecimento local.

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