Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Roubos em vias públicas registram queda de 31% no RN em 2026

Dados da Sesed mostram 1.390 crimes a menos entre janeiro e outubro. Apesar do recuo patrimonial, estado ainda desafia indicadores de violência contra a vida.

Viaturas policiais em operação no Rio Grande do Norte
Operações integradas das forças de segurança buscam reduzir indicadores criminais no Rio Grande do Norte. · Foto: Em números absolutos, a diferença representa 1.390 crimes a menos no estado — José Aldenir

Os roubos em vias públicas no Rio Grande do Norte apresentaram uma redução significativa de 31,46% nos primeiros dez meses de 2026, conforme balanço oficial divulgado na quarta-feira, 04/11/2026, pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). A queda representa um alívio direto para a população, que vivenciou 1.390 assaltos a menos em comparação ao mesmo intervalo de 2025.

O monitoramento, realizado pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), contabilizou 3.028 ocorrências entre janeiro e outubro de 2026, frente aos 4.418 registros computados no ano anterior. Para o secretário estadual da Segurança Pública, coronel Araújo Silva, o recuo é um reflexo direto do planejamento estratégico das forças policiais e dos investimentos realizados no setor para coibir crimes contra o patrimônio.

No entanto, o cenário de segurança pública no Rio Grande do Norte permanece complexo. Enquanto os dados de 2026 apontam para uma melhoria na segurança patrimonial, o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que, em 2025, o estado destoou da tendência nacional. Enquanto o Brasil reduziu em 8,2% suas Mortes Violentas Intencionais (MVI), o Rio Grande do Norte registrou um aumento de 19,6% nesse indicador, com destaque para a alta nos crimes contra mulheres.

O desafio das autoridades permanece na manutenção da queda dos roubos aliada ao controle das mortes violentas. Embora a taxa de 29,1 mortes por 100 mil habitantes registrada em 2025 ainda esteja abaixo dos níveis críticos observados entre 2013 e 2023, o descompasso com os resultados nacionais acende um alerta sobre a eficácia das políticas públicas de proteção à vida e a correta tipificação de crimes, como os feminicídios.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000