Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Tribunal do Júri levará a julgamento novo réu pelo homicídio de Neto de Nilton

Após três absolvições, o Judiciário do Rio Grande do Norte agendou para 25 de novembro o julgamento de mais um acusado por participação na morte de pré-candidato a prefeito de Janduís.

Fachada do prédio do Tribunal do Júri em Mossoró.
Fachada do Tribunal do Júri em Mossoró, onde ocorrerá o julgamento em 25 de novembro de 2026. · Imagem: Reprodução

O Tribunal do Júri de Mossoró analisará, no dia 25 de novembro de 2026, às 9h, a responsabilidade de Melquisedeque Elizio Fernandes de Freitas Gondim, conhecido como Melk, no assassinato de Raimundo Gonçalves de Lima Neto, o Neto de Nilton. A decisão foi proferida pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Norte para esclarecer a participação do réu, que se encontra preso desde setembro de 2021, em um crime que impactou profundamente a estabilidade democrática e a dignidade política do município de Janduís, no Alto Oeste potiguar.

O homicídio de Raimundo Gonçalves de Lima Neto ocorreu em 11 de abril de 2020, nas imediações da Fazenda Estrela, em Campo Grande. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o crime foi arquitetado mediante promessa de recompensa e emboscada. Embora não seja apontado como o autor dos disparos, Melquisedeque Elizio Fernandes de Freitas Gondim é acusado de fornecer suporte logístico ao grupo, atuando na função descrita pela acusação como coiteiro.

O processo apura a possível existência de um grupo de extermínio que teria ceifado a vida do então pré-candidato à Prefeitura de Janduís. A complexidade do caso é evidenciada pelo histórico de julgamentos anteriores: em novembro de 2025, Marcosuel Fernandes Belarmino e Pedro Igor Rebouças da Costa foram absolvidos pelo Tribunal do Júri em Mossoró. Anteriormente, José Fernandes da Silva, o Dedé do Fogo, também obteve a absolvição. Outro denunciado, Antônio Alcivan Fernandes Júnior, teve sua punibilidade extinta após falecer em uma operação da Polícia Civil em outubro de 2023.

A decisão que levará Melquisedeque Elizio Fernandes de Freitas Gondim ao banco dos réus não é definitiva, cabendo aos jurados a análise soberana das provas colhidas. O desfecho deste julgamento representa um passo essencial para a família da vítima e para a sociedade na busca pela elucidação das motivações políticas e criminais que envolveram o caso.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000