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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Cidades

Jovem esfaqueada em Umarizal deixa UTI e defesa pede proteção à Justiça

Clara Thaís Silva Maia apresenta melhora clínica após ser atacada pelo namorado. Advogada solicita medidas protetivas para a vítima e familiares ao Judiciário.

Cena de viatura policial remetendo à investigação de crime de feminicídio no Oeste potiguar.
Policial civil em ação; tentativa de feminicídio em Umarizal · Foto: Policial civil durante ação; imagem de arquivo. — PCRN

Clara Thaís Silva Maia apresenta sinais de recuperação e deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade, localizado em Pau dos Ferros, após sofrer uma tentativa de feminicídio. A decisão de solicitar medidas protetivas de urgência foi formalizada nesta segunda-feira, 02/11/2026, pela advogada da família, Helena Belmont, junto à Justiça do Rio Grande do Norte, visando garantir a segurança da jovem e de seus familiares diante do trauma vivenciado.

A vítima, esfaqueada no pescoço na madrugada de 26 de outubro de 2026, em Umarizal, obteve melhora significativa no quadro de saúde, sendo extubada e transferida para a enfermaria na sexta-feira, 30 de outubro de 2026. A equipe médica que a assiste em Pau dos Ferros confirmou que ela já se comunica e se alimenta normalmente, um passo importante para a recuperação da dignidade da jovem, que enfrentou um ataque violento no ambiente que deveria ser de convívio afetivo.

O agressor, Eduardo Ronald Ferreira, de 18 anos, foi preso em flagrante no dia 26 de outubro de 2026 e teve sua prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada em 27 de outubro de 2026. A Polícia Civil investiga o caso, registrando-o inicialmente como tentativa de feminicídio. As diligências seguem em curso para apurar todas as motivações, incluindo a possível influência de divergências políticas mencionadas pela defesa, entre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deverá analisar o inquérito policial para oferecer denúncia. Sob a égide da Lei que tipifica o feminicídio como crime autônomo no Código Penal, o caso reforça a necessidade de proteção célere às vítimas de violência doméstica e familiar.

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