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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Ciência & Saúde

Doenças do aparelho circulatório lideram óbitos no Rio Grande do Norte em 2024

Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade apontam que enfermidades crônicas superam causas externas como principal motivo de falecimento principal no RN.

Gráfico representativo sobre dados de mortalidade e saúde no Rio Grande do Norte.
Dados consolidados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) apontam o cenário da saúde no estado. · Foto: Reprodução/Magnific

As doenças do aparelho circulatório consolidaram-se como a principal causa de morte entre os residentes do Rio Grande do Norte, superando estatisticamente fatores relacionados à violência ou acidentes. O balanço, consolidado em 04/10/2026 com base nos registros apurados ao longo do ano de 2024, revela que a saúde do coração e dos vasos sanguíneos exige atenção prioritária das políticas públicas locais.

De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Norte contabilizou 23.527 óbitos em 2024. As doenças circulatórias, que incluem condições isquêmicas e cerebrovasculares, foram responsáveis por 6.389 dessas vidas, representando 27,2% do total. A persistência desses números reflete o impacto das doenças crônicas não transmissíveis na longevidade da população potiguar.

Na sequência do ranking de mortalidade, as neoplasias (câncer) somaram 4.084 mortes (17,4%), seguidas pelas doenças do aparelho respiratório, com 2.832 casos (12%). Somadas, essas três categorias de enfermidades compõem a vasta maioria das perdas humanas no estado, evidenciando um padrão epidemiológico que demanda acompanhamento preventivo contínuo.

As causas externas, que agrupam eventos como acidentes de transporte, quedas e agressões, registraram 2.354 óbitos, ou 10% do total. Dentro deste recorte, as agressões atingiram 797 pessoas, enquanto acidentes de trânsito e lesões autoprovocadas registraram 509 e 264 casos, respectivamente. Embora ocupem uma posição inferior às doenças crônicas, esses óbitos representam uma perda precoce significativa, com maior incidência entre faixas etárias jovens.

Completam a lista das principais causas as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (1.490 óbitos), seguidas por problemas no aparelho digestivo (1.230), doenças infecciosas e parasitárias (1.087) e complicações no sistema nervoso (947). Os dados do Ministério da Saúde, atualmente em versão de disseminação, oferecem uma radiografia necessária para o planejamento de ações de saúde que visem reduzir esses índices no RN.

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