Japão realiza primeiro transplante de células-tronco contra o Parkinson
Procedimento utiliza células iPS para repor neurônios dopaminérgicos; farmacêutica Sumitomo Pharma planeja tratar até 30 pacientes nos próximos anos.
Um paciente recebeu um transplante pioneiro de células-tronco para o tratamento da doença de Parkinson no Japão, marcando um avanço significativo na busca por terapias que alteram o curso da condição. O procedimento foi concluído em outubro de 2026, no Hospital Universitário de Quioto, e segue a aprovação condicional emitida pelas autoridades de saúde locais, conforme confirmado pela farmacêutica Sumitomo Pharma.
A intervenção utiliza células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), que são reprogramadas em laboratório a partir de células adultas saudáveis. O objetivo é transformar essas unidades em precursoras de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, neurotransmissor fundamental para o controle motor que é perdido progressivamente em portadores da doença.
A técnica propõe uma mudança de paradigma: em vez de apenas mitigar os sintomas — como tremores e rigidez muscular —, a medicina busca restaurar a integridade biológica do cérebro. Ao implantar milhões dessas células no tecido cerebral, a ciência tenta restabelecer a comunicação entre as áreas motoras comprometidas pela neurodegeneração.
A autorização para o uso clínico da terapia, concedida em março de 2026, baseou-se em um ensaio anterior com sete pacientes, cujas idades variavam entre 50 e 69 anos. Durante um acompanhamento de dois anos, quatro participantes demonstraram melhoras clínicas sem registros de efeitos adversos graves, validando o protocolo inicial.
A Sumitomo Pharma estabeleceu a meta de realizar o transplante em 20 a 30 pacientes até março de 2029, consolidando a eficácia do tratamento a longo prazo. Paralelamente, estudos estão em curso nos Estados Unidos, reafirmando o caráter global desta busca pela dignidade e independência de pacientes que enfrentam o Parkinson.

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