FIERN busca participar de ações da CNI no STF sobre nova jornada de trabalho
Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte solicita ingresso como amicus curiae no STF para discutir transição da Emenda Constitucional nº 141/2026.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) formalizou, nesta sexta-feira, 06/11/2026, o pedido para atuar como amicus curiae nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 8.041 e 8.042, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa, protocolada sob relatoria do ministro Flávio Dino, visa assegurar que as particularidades regionais sejam consideradas na implementação da Emenda Constitucional nº 141/2026, que instituiu a jornada semanal de 40 horas e ampliou o repouso remunerado.
A decisão da entidade é estratégica para o setor produtivo local. Ao ingressar nas ADIs, a FIERN pretende fornecer dados técnicos sobre a realidade das indústrias potiguares, defendendo que a transição para as novas regras ocorra de maneira equilibrada. A Federação ressalta que não se opõe ao mérito da redução da carga horária, mas busca garantir condições de adaptação que preservem a sustentabilidade das empresas e evitem danos ao mercado de trabalho regional.
Para assegurar que as demandas sejam ouvidas, a FIERN solicitou, em caráter de urgência, presença na audiência de conciliação agendada pela Corte para o dia 10 de novembro de 2026. A participação busca mediar os impactos da mudança e assegurar que as necessidades específicas da indústria do Estado sejam ponderadas.
No cenário nacional, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) contesta a aplicação imediata das normas sobre contratos vigentes, defendendo a importância da segurança jurídica e o respeito aos instrumentos coletivos já estabelecidos. A expectativa do setor é que o STF estabeleça um cronograma de adaptação compatível com a diversidade produtiva brasileira, evitando prejuízos operacionais.

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