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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Governo acelera plano de ajuste fiscal para reduzir pressão da Selic

Equipe econômica busca caminhos para viabilizar superávit e conter juros após manutenção da taxa básica pelo Copom.

Fachada do Ministério da Fazenda.
Fachada do Ministério da Fazenda em Brasília. · Foto: KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografo

O governo federal intensificou, nesta sexta-feira, 06/11/2026, a elaboração de um rigoroso plano de ajuste fiscal para equilibrar as contas públicas e criar condições para a queda da taxa básica de juros, a Selic. A decisão foi impulsionada pela manutenção da taxa em 13,75% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira, 04/11/2026.

A necessidade de demonstrar responsabilidade com o Orçamento tornou-se a prioridade absoluta para a administração do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o intuito de reverter a desconfiança do mercado e aliviar a dívida pública, o governo busca agora um equilíbrio que sustente a atividade econômica e preserve o investimento social.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o caminho escolhido prioriza o corte de privilégios e a revisão de benefícios fiscais. O objetivo central da estratégia é alcançar um resultado superavitário sustentável. “Precisamos adotar as medidas necessárias, as condições para que, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua no Brasil”, afirmou o ministro.

Para alinhar os detalhes da proposta, uma reunião estratégica foi realizada nesta quinta-feira, 05/11/2026, com a presença de figuras-chave do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O detalhamento do plano deve ocorrer após o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva da Conferência das Partes (COP31), realizada em Antália, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro de 2026.

O cenário é de urgência: a meta para 2026 exige um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto para 2027 o alvo sobe para 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões. A pressão do mercado, refletida na alta do dólar e na queda da Bolsa, reforça o desafio do Executivo em conter os gastos primários, que incluem despesas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), precatórios e projetos estratégicos.

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