Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Flávio Bolsonaro rompe silêncio e contesta decisão de Alexandre de Moraes

Parlamentar critica medida cautelar do STF que apreendeu seu passaporte e defende sua conduta política após as eleições.

Flávio Bolsonaro em foto de divulgação oficial
Então presidenciável pelo PL, Flávio fugiu para os Estados Unidos dias após o TSE decretar a reeleição de Lula - (crédito: Reprodução/Instagram)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se publicamente, nesta segunda-feira, 02/11/2026, para contestar a decisão judicial que determinou a apreensão de seu passaporte e o proibiu de deixar o Brasil. A decisão, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impõe medidas cautelares ao parlamentar após o desfecho das últimas eleições, nas quais Flávio foi candidato.

Em comunicado oficial publicado nas redes sociais em 01/11/2026, o senador declarou não se arrepender de seus atos e classificou o processo como uma perseguição. A medida, que inclui a restrição de saída do país, gerou um intenso debate sobre os limites das cautelares judiciais e o impacto dessas decisões na vida dos envolvidos e de seus familiares.

O parlamentar afirmou estar atualmente no exterior, alegando que o cenário jurídico brasileiro impede a livre manifestação de opinião. "Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz", sustentou. Flávio criticou duramente a cobertura midiática, afirmando que a Rede Globo teria se recusado a exibir uma entrevista com ele sem cortes, e mencionou o impacto emocional de todo o processo sobre sua família e sobre Jair Bolsonaro.

Como parte de sua argumentação, o senador relembrou uma declaração feita em 07/Ago/2016 pelo hoje ministro do STF, Cristiano Zanin, na qual este criticava a eficácia dos mecanismos de proteção aos Direitos Humanos no Brasil. A defesa de Flávio sustenta que as medidas determinadas pela Suprema Corte carecem de imparcialidade, classificando as ações como arbitrárias e desprovidas de fundamentos legais justos.

Até o momento, a decisão do STF permanece vigente, com prazos e desdobramentos processuais em curso, sem uma definição final sobre o levantamento das restrições impostas ao parlamentar.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000