Ministério da Agricultura e Pecuária determina retorno de contêineres de aves
O Mapa exige a volta de nove contêineres destinados a Gana e Angola devido a exigências sanitárias após focos da doença de Newcastle em Santa Catarina.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o retorno imediato ao Brasil de nove contêineres com produtos avícolas que estavam em trânsito marítimo para Gana e Angola. A medida, formalizada na sexta-feira, 30/10/2026, foi motivada pela desconformidade dos Certificados Sanitários Internacionais com as novas restrições impostas após a confirmação de focos da doença de Newcastle em Santa Catarina, nesta segunda-feira, 02/11/2026.
A decisão impõe um desafio logístico e financeiro para a empresa responsável, que deve articular a devolução das mercadorias com importadores e transportadores. É importante ressaltar que a determinação não atesta contaminação dos produtos, mas sim um rigoroso cumprimento de requisitos sanitários para a exportação, visando proteger a reputação do setor avícola brasileiro.
Os certificados das cargas foram emitidos entre 25 de setembro e 15 de outubro de 2026. Como a data de referência técnica estabelecida pelo Mapa é 21/09/2026, os lotes acabaram enquadrados nas restrições vigentes após o surgimento da doença nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Erechim.
Ao retornarem ao país, as cargas ficarão sob custódia, sendo obrigatória a apresentação de um plano logístico ao Serviço de Inspeção Federal (SIF). A comercialização no mercado interno dependerá de uma análise técnica favorável e autorização expressa do serviço oficial, garantindo que a dignidade da cadeia produtiva e a saúde pública sejam preservadas.
Enquanto isso, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) avançou na contenção da doença. Até este domingo, 01/11/2026, a vigilância epidemiológica foi concluída, e os estabelecimentos afetados permanecem em período de vazio sanitário, após a eliminação de mais de 47 mil aves em procedimentos monitorados.

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