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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Operação Azzardo mira bets ilegais e bloqueia R$ 3,48 bilhões em esquema

Ação da Polícia Civil do Distrito Federal cumpre 52 mandados em cinco estados contra rede de empresas de fachada vinculada a apostas irregulares.

Viaturas policiais e operação de busca em local investigado pela Operação Azzardo.
Agentes da Polícia Civil realizam diligências em diversos estados para desmantelar esquema financeiro ligado a bets. · Foto: BNews RN - Divulgação

A Operação Azzardo, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrou nesta quinta-feira, 05/11/2026, uma megaoperação nacional para desarticular uma rede de apostas ilegais que movimentou aproximadamente R$ 739 milhões. A ação, que abrange o Rio Grande do Norte e outros quatro estados, visa combater o uso de empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de atividades não autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

O impacto dessas operações transcende a esfera financeira, atingindo a integridade do sistema econômico ao utilizar estabelecimentos comuns — como clínicas de assistência psicossocial e lojas de esoterismo — para ocultar o fluxo de capitais ilícitos. A investigação teve início há cinco meses, motivada por um alerta da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda sobre a operação de sites sem licença federal.

Nesta quinta-feira, 05/11/2026, a polícia cumpre 52 mandados de busca e apreensão. Embora não haja mandados de prisão neste momento, a decisão do Juízo das Garantias de Sobradinho determinou o bloqueio de ativos financeiros de 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas, totalizando o limite de R$ 3,483 bilhões.

As diligências ocorrem em pontos estratégicos do país, incluindo regiões de alta movimentação comercial em São Paulo, como Faria Lima, Consolação e Berrini, além de endereços em Goiás, Paraná, Ceará e a capital Natal, no Rio Grande do Norte. A fintech A55 Sociedade de Crédito, sediada em São Paulo, também está sob escrutínio por suposta facilitação na circulação desses valores entre contas de empresas de fachada.

Os suspeitos poderão responder por crimes como exploração de loteria não autorizada, lavagem de dinheiro, estelionato e organização criminosa. A A55 Sociedade de Crédito, já alvo de um processo do Banco Central para cancelamento de sua autorização de funcionamento iniciado em 30 de julho de 2026, ainda não se manifestou sobre o caso.

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