Porto de Natal consolida exportação de gado vivo com novo embarque internacional
Terminal potiguar despacha 3.983 animais para o Egito, consolidando estratégia que pode injetar R$ 1,5 bilhão na economia estadual.
O Porto de Natal intensifica sua nova vocação logística ao realizar, nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, o segundo embarque de gado vivo de sua trajetória. Com o envio de 3.983 animais com destino ao Egito, a operação consolida a estratégia de transformar o terminal em um polo estratégico para o comércio exterior de animais vivos.
Esta movimentação ocorre logo após o envio inaugural realizado em 28 de outubro de 2026, que destinou 2.700 cabeças de gado para a Arábia Saudita. As operações são viabilizadas por uma articulação iniciada há quatro anos e formalizada após a habilitação técnica concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 17 de junho de 2026. A estimativa é que o ciclo atual de exportações movimente aproximadamente R$ 24 milhões na economia local.
O projeto é fruto de uma força-tarefa que une a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape-RN), e órgãos de fiscalização como a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Para Paulo Sidney Gomes Silva, diretor técnico e comercial da Codern, o sucesso da operação reside no rigor técnico. “Estamos abrindo uma nova frente de operações, com responsabilidade ambiental, segurança sanitária e respeito ao bem-estar animal”, afirma.
O impacto socioeconômico da iniciativa reflete diretamente na base da cadeia produtiva. Segundo Guilherme Saldanha, secretário estadual da Agricultura, o modelo permite a inclusão de pequenos criadores, como visto na primeira operação, que contou com a participação de 14 produtores locais. A meta de longo prazo é ambiciosa: o Estado projeta conquistar 15% do mercado nacional de exportação de gado vivo, o que representaria uma receita anual da ordem de R$ 1,5 bilhão.
Para garantir a viabilidade e a ética do processo, todos os animais submetidos ao embarque passam por rigorosos protocolos de quarentena em estabelecimentos especializados. No terminal portuário, o processo de transferência dos caminhões para as embarcações segue normas internacionais de bem-estar animal, garantindo que a eficiência logística não comprometa a integridade dos bovinos.

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