Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Startup do RN vence concurso nacional com tecnologia para mitigar ruídos de aerogeradores

Jupitera, incubada no Metrópole Digital da UFRN, desenvolveu um dispositivo capaz de reduzir o impacto sonoro em residências próximas a parques eólicos.

Equipe da startup Jupitera recebendo premiação de inovação em evento nacional.
Três homens apresentam o prêmio de primeiro lugar do Concurso Desavexe 2026 · Foto: Divulgação

A Jupitera, startup incubada no Parque Tecnológico Metrópole Digital, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), conquistou o primeiro lugar no Concurso Ideias Inovadoras, em Salvador, ao apresentar uma solução tecnológica para reduzir o ruído pulsante de aerogeradores. A decisão, consolidada após a etapa de Pitch Final/Demoday ocorrida em 30 de setembro de 2026, reconheceu o potencial do dispositivo para garantir mais conforto e qualidade de vida aos moradores vizinhos a usinas eólicas, sendo celebrada oficialmente em 03/10/2026.

O produto central da inovação é o PER (Perturbador de Envelope Rítmico), um equipamento eletrônico fruto de pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Gestão, Inovação e Sustentabilidade (Propgis) da UFRN. Diferente de soluções que focam na manutenção das turbinas, o dispositivo é projetado para instalação residencial, utilizando processamento digital de sinais em tempo real para anular a modulação de amplitude — o efeito rítmico que costuma causar incômodo, especialmente durante o período de sono.

"Foi uma experiência incrível, entre mais de 100 startups, após várias etapas, ser contemplado com o primeiro lugar. Isso chancela muito o caminho que a gente vem seguindo", afirmou Felipe Neves, pesquisador e fundador da Jupitera. A empresa recebeu R$ 10 mil pelo desempenho na competição, que contou com 101 propostas de 11 Estados e foi organizada pela incubadora Desavexe, vinculada ao Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Cepedi) e ao Hub Salvador.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de simulações e testes de bancada, com previsão de entrega do primeiro protótipo funcional em cerca de nove meses. Paralelamente, a Jupitera trabalha no pedido de patente em cotitularidade com a UFRN, garantindo a proteção intelectual da tecnologia. Com a vitória, a startup também planeja expandir sua atuação internacional: o projeto será apresentado entre os dias 7 e 9 de outubro de 2026, na Alemanha, durante o Halle-Symposium Social Science in the Energy System Transformation.

Além da projeção acadêmica e técnica, a Jupitera integra agora o Programa Capital Empreendedor, do Sebrae, consolidando sua trajetória de sucesso iniciada em abril de 2026. A etapa seguinte do cronograma da equipe envolve a validação do protótipo com usuários reais, visando a futura inserção do produto no mercado de energia renovável.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000