Donald Trump mantém distanciamento de Flávio Bolsonaro após pleito
Presidente dos Estados Unidos evita endossar reivindicações do senador brasileiro, enquanto reforça laços diplomáticos com Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consolidou uma postura de neutralidade estratégica em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil, optando por não oferecer endosso oficial ao senador mesmo após a conclusão do pleito. A decisão, que marca um contraste nítido com seu comportamento frente a outros líderes da direita na América Latina, foi reafirmada no sábado, 31/10/2026, reafirmando que, apesar das críticas infundadas ao sistema eleitoral brasileiro, o governo americano não reconhecerá a autodeclaração de Flávio como presidente eleito.
A postura de Donald Trump reflete um pragmatismo que prioriza a estabilidade das relações entre os Estados Unidos e o Brasil. Ao comentar o cenário político nacional, o republicano destacou publicamente que mantém uma relação cordial com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando: “Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele”. Segundo o norte-americano, a neutralidade teria sido mantida inclusive por solicitação direta do petista.
Este distanciamento ganha relevância diante da trajetória de alinhamento incondicional que Donald Trump demonstrou com figuras como o argentino Javier Milei, a quem define como um expoente do movimento MAGA, e o salvadorenho Nayib Bukele. Diferente desses aliados, que receberam apoio explícito e auxílio financeiro — como o pacote de US$ 20 bilhões destinado à Argentina —, a relação com a família Bolsonaro tornou-se mais cautelosa.
No âmbito migratório, a decisão de permitir a entrada de Flávio em solo americano em 28 de outubro, via Miami, não implica reconhecimento político. A autorização foi concedida pelo governo dos Estados Unidos por meio de um mecanismo de humanitarian parole, tratado como uma medida de exceção técnica e não como um ato de respaldo à legitimidade do senador. Conforme reportado pela imprensa estadunidense na sexta-feira, 30/10/2026, Donald Trump mantém a negativa em envolver-se nas disputas internas do Brasil, mesmo após a chegada de Flávio aos Estados Unidos em um jato particular viabilizado por Jason Miller, aliado da família Bolsonaro.

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