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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Política

Articuladores pressionam Luiz Inácio Lula da Silva por indicação consensual ao STF

Estratégia visa garantir aprovação de novo ministro no Senado ainda em 2026, evitando embates legislativos com a nova composição da Casa Alta.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio do Planalto.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia nomes para vaga no Supremo Tribunal Federal. · Foto: Fellipe Sampaio/STF

Articuladores políticos do governo federal recomendam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promova uma indicação técnica e amplamente aceita para uma vaga no STF antes do encerramento de 2026. A medida, definida como estratégica pela base governista, busca assegurar a aprovação célere do nome no Senado Federal, garantindo estabilidade institucional e evitando desgastes em um cenário legislativo que se tornará mais desafiador a partir do próximo ano.

A decisão de buscar um perfil conciliador surge após a rejeição de Jorge Messias, atual AGU, pela Casa Alta em abril. Para garantir a governabilidade, aliados sugerem que o Palácio do Planalto direcione esforços ao nome de Rodrigo Pacheco, atual ministro do TCU, cuja trajetória é bem vista pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O objetivo é encerrar o ano com a Corte composta, minimizando riscos de bloqueios políticos.

A urgência da nomeação, articulada no dia 31/10/2026, reflete a mudança de forças no Congresso. Com o avanço do PL (Partido Liberal) de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que contará com 28 cadeiras a partir de 2027, a margem para manobras do PT no Legislativo torna-se reduzida. A aprovação de um ministro antes da posse da nova legislatura é vista como um passo essencial para equilibrar a balança de poder.

Além da composição do STF, o governo Luiz Inácio Lula da Silva prioriza a tramitação da PEC da Segurança Pública e a votação do PLOA. A indicação ao Supremo, portanto, atua como um termômetro para a relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Senado, testando a resiliência das alianças estabelecidas durante o período eleitoral no Amapá.

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