Marco Rubio nega envolvimento dos EUA na saída de Flávio do Brasil
Secretário de Estado afirmou que a única decisão de Donald Trump foi autorizar a entrada do senador, apesar da proibição imposta pelo STF.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou no sábado, 31/10/2026, que o governo norte-americano não participou diretamente dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. A manifestação pública foi feita em Atlanta, durante um encontro de ministros das Relações Exteriores do G20, com o objetivo de esclarecer o posicionamento de Washington diante da polêmica internacional.
Segundo Marco Rubio, a administração de Donald Trump limitou-se a autorizar o ingresso do parlamentar em território norte-americano caso ele alcançasse um posto de imigração dos Estados Unidos. O secretário enfatizou que o governo não foi responsável pelos arranjos logísticos ou pelos meios utilizados por Flávio para cruzar as fronteiras, afastando a hipótese de uma operação coordenada entre os dois países.
A controvérsia central reside no descumprimento de uma ordem judicial emitida por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que impedia o senador de deixar o Brasil. A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que Flávio saiu do país por terra, cruzando a fronteira em Foz do Iguaçu (PR) rumo a Puerto Iguazú, na Argentina, antes de seguir em um jato particular com escalas em Guayaquil, no Equador, até chegar a Miami na quarta-feira, 28/10/2026.
A situação impõe um desafio diplomático, dado que o senador utilizou um passaporte diplomático que já havia sido cancelado por determinação do STF. Embora a PF esclareça que o descumprimento da ordem de proibição de viagem não confira automaticamente o status de foragido a Flávio, as autoridades brasileiras seguem apurando as circunstâncias da evasão, que contou com um planejamento complexo, envolvendo múltiplos veículos e aeronaves de transporte privado.

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