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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Mundo

Família contesta morte de Lucas Nascimento de Medeiros em centro de detenção na Turquia

Parentes questionam versão oficial de suicídio e o translado do brasileiro para o interior do país após triagem migratória em Istambul.

Imagem representativa do caso de Lucas Nascimento de Medeiros na Turquia.
Família busca esclarecimentos sobre a morte de Lucas Nascimento de Medeiros em custódia na Turquia. · Foto: BNews RN - Divulgação

A família de Lucas Nascimento de Medeiros, potiguar de 33 anos, busca respostas após o brasileiro ter sido encontrado morto em um centro de retenção migratória na Turquia, conforme notificado às autoridades consulares em 14/10/2026. A contestação dos parentes surge diante de versões divergentes apresentadas pelas autoridades locais sobre as causas e o local do falecimento, levantando sérias preocupações sobre a transparência do processo de investigação.

Conforme relato de Mateus Medeiros, irmão do falecido, Lucas chegou a Istambul entre 8 e 9 de outubro e foi detido durante a triagem migratória com a promessa de deportação. A família estranha o fato de Lucas ter sido transferido para um centro no interior do país, apesar da existência de unidades em Istambul. Inicialmente, os parentes foram informados de que o falecimento teria ocorrido em um hotel, mas a narrativa mudou para a hipótese de suicídio no centro de custódia, o que a família refuta veementemente.

O Itamaraty, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Istambul, acompanha o caso e presta auxílio logístico à família, que também contratou um advogado local para atuar na busca por documentos e na liberação do corpo. A família destaca que Lucas possuía fluência em inglês e espanhol, o que contesta argumentos de falha de comunicação que teriam sido sugeridos anteriormente.

O caso permanece sem conclusão definitiva e aguarda novas diligências para esclarecer se houve negligência ou violência no processo de custódia. O Ministério das Relações Exteriores informou que segue em contato com os familiares, ressaltando, contudo, que não possui prerrogativa legal para intervir diretamente nas medidas adotadas pelas autoridades turcas.

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