Cadu Xavier projeta gestão com foco em economia e emprego no Rio Grande do Norte
O governador eleito afirma que sua administração terá identidade própria, mantendo diálogo com Fátima Bezerra e priorizando o desenvolvimento regional.
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), declarou nesta quarta-feira, 04/11/2026, que pretende imprimir uma identidade própria à sua futura gestão. Em entrevista à GloboNews, o político enfatizou que, embora mantenha lealdade à governadora Fátima Bezerra (PT), sua administração terá foco prioritário no desenvolvimento econômico, na geração de postos de trabalho e na ampliação da capacidade de investimento do Estado.
Ao tratar das expectativas para o próximo mandato, Cadu Xavier ressaltou a existência de um DNA administrativo distinto. Segundo o governador eleito, enquanto a trajetória de Fátima Bezerra é historicamente ligada ao movimento sindical, a sua própria construção política e perfil de gestão são direcionados para o fomento de renda. Ele garantiu que as ideias se complementam e negou qualquer ruptura interna no PT, tratando a transição como uma evolução natural de lideranças.
Sobre o cenário fiscal do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier admitiu que o Estado enfrenta desafios estruturais acumulados há duas décadas. A meta do seu governo será otimizar a prestação de serviços públicos essenciais para a população enquanto busca estratégias para ampliar a capacidade financeira do Poder Executivo.
No campo da Segurança Pública, o governador eleito defendeu a atuação integrada entre forças federais, estaduais e municipais. Cadu Xavier celebrou a aprovação da PEC da Segurança Pública e destacou que o combate ao crime organizado deve ir além do policiamento ostensivo, exigindo uma ocupação territorial efetiva por meio de políticas sociais e infraestrutura. Ele se comprometeu a dar continuidade aos avanços obtidos durante a gestão de Fátima Bezerra.
Por fim, ao abordar a reforma tributária, o gestor classificou a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo como um passo decisivo para o Brasil. A expectativa de Cadu Xavier é que as mudanças, cujo cronograma de transição segue até 2033, devolvam a competitividade à indústria nacional, facilitando o ambiente de negócios no Estado.

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