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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Datafolha indica que 78% dos brasileiros apoiam proibição das BETS

Pesquisa aponta amplo respaldo ao fim dos jogos online no Brasil, enquanto a MP de Luiz Inácio Lula da Silva aguarda validação do Congresso Nacional.

Pessoa utilizando celular para acessar plataforma de apostas online.
Imagem ilustrativa mostra interface de apostas online. · Foto: Unsplash

A maioria absoluta da população brasileira manifesta apoio à restrição das plataformas de jogos de azar virtuais, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, 01/10/2026. A Pesquisa Datafolha revela que 78% dos eleitores defendem que as apostas esportivas on-line e os cassinos on-line sejam proibidos no território nacional, refletindo uma preocupação social crescente com os impactos financeiros e emocionais dessas atividades na rotina das famílias.

Este cenário de opinião pública ganha contornos práticos após a decisão do governo federal. Em 25 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma medida provisória que proíbe a operação das BETS em todo o Brasil. A medida, que visa conter o endividamento doméstico e proteger a dignidade financeira dos cidadãos, já possui força de lei.

De acordo com o Datafolha, 18% dos entrevistados posicionam-se contrários à proibição, enquanto 4% não souberam responder. O estudo, registrado no TSE sob o número BR-08039/2026, ouviu 2.506 pessoas entre 28 e 30 de setembro de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

A determinação impõe um cronograma estrito para o encerramento das atividades. As plataformas estão proibidas de aceitar novas apostas e os sites permanecerão ativos exclusivamente para que os usuários realizem o resgate de saldos remanescentes até as 23h59 do dia 5 de outubro de 2026, data limite para a saída definitiva do ar.

Para que a proibição estabelecida pela MP nº 1.394 — publicada no Diário Oficial da União — se torne permanente, o governo depende do aval do Congresso Nacional. Os parlamentares possuem um prazo de 120 dias para analisar e votar o texto. Caso o Legislativo não delibere sobre a matéria neste período, a decisão perderá sua validade jurídica.

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