Os caminhos de Allyson, Cadu de Lula e Álvaro na disputa pelo Governo do RN
As estratégias e trajetórias dos três principais candidatos ao governo potiguar antes do primeiro turno em 02/10/2026.
A corrida eleitoral pelo Governo do RN chega ao seu momento crucial antes do primeiro turno, consolidando três projetos que nasceram de circunstâncias políticas distintas. O cenário atual, consolidado em 02/10/2026, reflete a convergência de estratégias que buscam capturar o desejo do eleitor potiguar por diferentes vias de identificação.
Allyson: da consolidação em Mossoró ao desafio estadual
Allyson Bezerra (União Brasil) construiu seu alicerce em Mossoró, onde foi reeleito com 78,02% dos votos. Contudo, sua trajetória rumo ao Executivo estadual foi testada pelas repercussões da Operação Mederi, que investiga contratos de medicamentos. Embora negue irregularidades, o candidato enfrentou ataques diretos dos adversários, mantendo-se, contudo, na liderança numérica dos levantamentos.
Álvaro: a transição para a sigla do PL
Álvaro Dias (PL) assumiu o protagonismo da legenda após a saída de Rogério Marinho, que priorizou a coordenação da campanha nacional de Flávio Bolsonaro. Com o distanciamento do articulador inicial, a campanha de Álvaro buscou alinhamento direto com o bolsonarismo, contando com a presença de Flávio Bolsonaro em Natal para mobilizar a base conservadora na reta final.
Cadu: a ascensão sob a marca de Lula
Cadu Xavier (PT) consolidou sua candidatura após uma reorganização interna no grupo governista, que incluiu a permanência de Fátima Bezerra no Governo. Sendo apresentado como “Cadu de Lula”, o candidato saltou de 4,11% nas pesquisas em outubro de 2025 para 28,28% em 10 de setembro de 2026. A estratégia de colagem à imagem do presidente da República e da governadora tornou-se o eixo central para superar seu desconhecimento inicial perante o eleitorado.

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