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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

PT lidera votação em urna inédita instalada no CDP Feminino de Natal

Pela primeira vez na história do Rio Grande do Norte, detentas exercem o direito ao voto dentro de unidade prisional; resultados favoreceram candidatos do PT.

Urna eletrônica em ambiente de centro de detenção provisória.
Urna eletrônica instalada no CDP Feminino de Natal durante as eleições de 2026. · Foto: TRE-RN/Divulgação

A instalação de uma urna eletrônica no CDP Feminino, localizado no bairro Potengi, Zona Norte de Natal, marcou um momento histórico para o sistema prisional do Rio Grande do Norte. Nesta terça-feira, 06/10/2026, a Justiça Eleitoral confirmou que, pela primeira vez, internas puderam exercer o voto sem sair da unidade, garantindo o direito constitucional à cidadania para pessoas que, embora privadas de liberdade, ainda não possuem condenação criminal definitiva.

O boletim da seção 642, vinculada à 1ª Zona Eleitoral, revelou uma preferência expressiva pelo Partido dos Trabalhadores. Os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva, Cadu e Samanda de Lula foram os mais votados para os cargos de presidente, governador e senadora, respectivamente. A iniciativa é fruto de uma articulação interinstitucional envolvendo o Tribunal de Justiça, a Seap e o Tribunal Regional Eleitoral, alinhada às diretrizes do Plano Pena Justa.

Para que a votação ocorresse, foi necessário o cumprimento de critérios técnicos rigorosos, incluindo a presença de pelo menos 20 pessoas habilitadas e condições de segurança para a operação. De acordo com a legislação, o direito ao voto é assegurado a quem está em regime provisório, garantindo que o encarceramento sem trânsito em julgado não anule a participação política do cidadão.

A seção contou com 46 votantes, entre internas e servidores da unidade. O processo é considerado um marco pelo TRE-RN, que pretende utilizar a experiência como base para expandir o acesso ao voto em outras unidades do estado nos próximos pleitos, reforçando o caráter inclusivo da democracia brasileira.

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