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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Justiça determina medidas protetivas contra homem acusado de cárcere e agressões em São Miguel

A Polícia Civil de RN investiga episódios de tortura e ameaça após vítima relatar ter sido mantida trancada e agredida pelo namorado.

Localidade em São Miguel onde ocorreu o crime
Foto: Cedida

A Justiça determinou medidas protetivas e o monitoramento por tornozeleira eletrônica de um homem de 33 anos, acusado de manter a namorada de 26 anos em cárcere privado e agredi-la violentamente. A decisão foi tomada após a vítima conseguir escapar de um apartamento em São Miguel, no Alto Oeste potiguar, no dia 03 de novembro de 2026, buscando auxílio de familiares e das autoridades policiais.

O caso, que expõe o ciclo de vulnerabilidade e medo imposto à vítima, revela um cenário de extrema crueldade. Segundo relatos da família, as agressões tiveram início no dia 31 de outubro de 2026, estendendo-se até o dia 03 de novembro de 2026. A mulher teria sido submetida a sessões de espancamento com fios elétricos e cabos de vassoura, além de ter sofrido ameaças com álcool e desmaios em decorrência dos ferimentos, que incluíram uma fratura no maxilar.

O delegado Jonaildo Cândido, responsável pelas investigações, esclareceu que a Polícia Civil instaurou procedimento específico para apurar os crimes de tortura, ameaça e lesão corporal em contexto de violência doméstica. Embora o suspeito tenha sido detido no dia 03 de novembro de 2026, a prisão em flagrante ocorreu exclusivamente pelo porte ilegal de arma de fogo, uma vez que a janela legal para o flagrante pelas agressões já havia se encerrado quando a ocorrência foi formalizada pela família.

A investigação aponta que a vítima foi mantida trancada no imóvel do suspeito, localizado no bairro Maria Emanuela. O agressor utilizava som em volume elevado para abafar os pedidos de socorro. A fuga ocorreu em um momento de descuido do namorado, permitindo que a mulher fosse socorrida por um mototaxista até a casa de parentes. A Polícia Civil segue diligenciando para reunir provas que garantam a responsabilização penal do autor pelos atos de violência narrados.

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