Pescadores de Natal cobram respostas após mortandade de peixes no Rio Potengi
Trabalhadores da região de Guarapes estão impossibilitados de exercer a profissão; órgãos ambientais aguardam análises laboratoriais.
Pescadores que dependem do sustento extraído dos rios Potengi e Jundiaí protestaram na manhã desta sexta-feira, 02/10/2026, exigindo uma solução imediata para a mortandade de peixes que afeta a Região Metropolitana de Natal. A paralisia das atividades, motivada pelo medo de contaminação e pela escassez de espécimes, coloca em risco a subsistência de dezenas de famílias na Zona Oeste da capital.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema) confirmou a ocorrência após fiscalização, mas informou, nesta sexta-feira, 02/10/2026, que ainda não há elementos conclusivos sobre a causa do desastre ecológico. Em paralelo, o Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) coletou amostras da água e dos animais mortos, prevendo um prazo de até 20 dias para a emissão dos laudos técnicos.
A situação evoca traumas do passado, como recorda a pescadora Marlúcia Arthur, que atua na região há 40 anos. Ela compara o cenário atual ao desastre de 2007, quando a contaminação por resíduos químicos suspendeu a pesca por seis meses, devastando a economia local. Relatos indicam que os animais começaram a boiar ou saltar das águas entre a noite de 30 de setembro de 2026 e a madrugada de 01 de outubro de 2026.
O impacto vai além da perda biológica. O pescador Robério Nascimento destaca que, do Km 6 até Macaíba, a rotina foi interrompida pelo mau cheiro e pela insegurança sanitária. Enquanto aguardam a responsabilidade técnica e possíveis sanções pelos órgãos competentes, os trabalhadores, como Leandro Arthur Pinheiro e Manoel Fernandes, veem suas canoas paradas e a dispensa de recursos básicos para o sustento familiar.

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