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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Axia Energia busca R$ 680 milhões com IDB Invest para reforçar rede elétrica no RN

Empresa firma carta-mandato para viabilizar o Lote 7 de transmissão, prometendo a criação de quase 2,3 mil postos de trabalho no Rio Grande do Norte.

Infraestrutura de transmissão de energia elétrica no interior do Rio Grande do Norte.
Obras no Rio Grande do Norte visam fortalecer a rede de transmissão com novos compensadores síncronos. · Foto: Divulgação/Axia

A Axia Energia iniciou o processo para assegurar um aporte de até R$ 680 milhões destinados ao desenvolvimento e à implantação do Lote 7 de transmissão no Rio Grande do Norte, conforme comunicado oficial divulgado em 27 de outubro de 2026. A decisão estratégica visa viabilizar a execução do projeto arrematado durante o Leilão de Transmissão da Aneel, realizado em outubro de 2025.

O movimento central desta operação é a assinatura de uma carta-mandato junto ao IDB Invest, braço do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) dedicado ao setor privado. O apoio desta instituição é um passo fundamental para garantir a estabilidade financeira do projeto, embora a conclusão da operação ainda esteja condicionada a análises técnicas, negociações contratuais e avaliações internas do órgão financiador.

Para a sociedade potiguar, o impacto direto reside no fomento ao emprego e na robustez da infraestrutura energética. A Axia estima que o cronograma de 42 meses de construção seja capaz de gerar cerca de 2.299 postos de trabalho, movimentando a economia local durante a fase de instalação.

Eduardo Haiama, vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, ressaltou que a parceria reforça o compromisso da empresa com a disciplina na alocação de capital. Segundo o executivo, o projeto equilibra o retorno aos acionistas com uma contribuição indispensável para a segurança do sistema elétrico nacional.

O Lote 7, composto pelos sublotes 7A e 7B, possui uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 71,9 milhões. O escopo técnico abrange a instalação de três compensadores síncronos de 500 kV, sendo dois na Subestação Açu III e um na Subestação João Câmara III. A tecnologia é vital para o controle de tensão e a estabilidade da rede no Nordeste, região marcada pela expansão acelerada da matriz renovável, onde a Subestação João Câmara III atua como um hub estratégico para a integração de novas fontes de energia.

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