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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

AXIA Energia projeta 2,3 mil empregos em obras no Rio Grande do Norte

A companhia avança com obras estratégicas em Assú e João Câmara para reforçar o Sistema Interligado Nacional, buscando financiamento de R$ 680 milhões.

Equipamentos de alta tensão em subestação de energia elétrica.
Estruturas de transmissão de energia elétrica em subestação. · Foto: Reprodução

O setor elétrico no Rio Grande do Norte caminha para um ciclo de expansão com a geração de 2.299 postos de trabalho diretos e indiretos, conforme anunciado pela AXIA Energia, empresa responsável pela execução de obras de reforço no sistema de transmissão estadual. O planejamento, que visa fortalecer a estabilidade da rede e otimizar o transporte de energia limpa produzida no Nordeste, foi consolidado após a vitória da companhia no Leilão de Transmissão nº 4/2025, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 31 de outubro de 2025.

Os investimentos, estimados em R$ 805 milhões, concentram-se no chamado Lote 7, composto pelos sublotes 7A e 7B. A operação abrange intervenções críticas nas subestações Açu III e João Câmara III, essenciais para acomodar a intermitência natural da geração eólica e solar da região. Em João Câmara, as obras de ampliação já tiveram início em setembro, representando um aporte inicial de R$ 227,6 milhões.

Para viabilizar a execução total do cronograma, que possui prazo de 42 meses, a AXIA Energia iniciou tratativas com o IDB Invest, braço do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A carta-mandato assinada prevê um aporte de até R$ 680 milhões. É importante ressaltar que o financiamento permanece em estágio de análise, estando condicionado a auditorias técnicas, negociações contratuais e aprovações internas da instituição financeira, não sendo, portanto, uma verba já liberada.

A relevância das obras reside no papel das subestações, que atuam como elos fundamentais no Sistema Interligado Nacional. Com a instalação de compensadores síncronos de 500 quilovolts, o sistema ganha maior robustez para regular a tensão elétrica, conectando pontos vitais como Ceará-Mirim II e João Câmara II. Este conjunto de ações garante maior segurança operacional para o fluxo de energia que abastece o país.

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