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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Indústrias reajustam preço do garrafão de 20 litros no Rio Grande do Norte

O aumento impacta águas minerais e com sais em todo o estado; fabricantes citam alta em custos operacionais e logísticos.

Caminhão de transporte de garrafões de água mineral no Rio Grande do Norte.
Garrafões de água transportados na carroceria de um veículo. · Foto: José Aldenir

O preço do garrafão de 20 litros de água mineral e adicionada de sais sofre reajuste no Rio Grande do Norte, medida que entra em vigor neste sábado, 03/10/2026. A alteração, definida individualmente por cada fabricante que atua no estado, reflete a necessidade de compensar a elevação nos custos de produção, envase e logística, impactando diretamente o orçamento das famílias potiguares que dependem deste insumo essencial para a hidratação diária.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Rio Grande do Norte (Sicramirn), não haverá um índice único de aumento. Atualmente, o item é comercializado com valores que oscilam entre R$ 9 e R$ 15, margem que deve sofrer alterações a depender da política de cada empresa.

A composição do reajuste leva em conta fatores como a variação das resinas termoplásticas, utilizadas em garrafões, tampas e lacres, além de gastos recorrentes com energia elétrica e combustíveis. O presidente do Sicramirn, Joafran Nobre, justificou a medida como uma adequação inevitável para sustentar a operação. “O reajuste é resultado de um esforço coletivo da cadeia produtiva diante da elevação de custos dos insumos. Uma adaptação necessária para mantermos o nosso compromisso com o consumidor, que recebe um produto seguro e de excelência, dentro das normas sanitárias e ambientais exigidas”, afirmou.

O secretário-executivo do Sicramirn, Daniel Penteado Lana, complementou que o cálculo considera a pressão cambial sobre as resinas e indicadores econômicos, como a inflação acumulada em 12 meses — citada em 4,22% — além da oscilação do IGP-M e do IGP-DI. O setor, que engloba 35 indústrias no Rio Grande do Norte, produz cerca de 507 milhões de litros por ano e mantém aproximadamente 10 mil postos de trabalho. A produção segue normas de órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM) e Vigilância Sanitária, com controle rigoroso via Selo Fiscal.

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